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BH cria programa Cidade Esponja contra enchentes e alagamentos

ResumoBelo Horizonte sancionou lei que cria o Programa de Implantação da Cidade Esponja, publicado no Diário Oficial do Município. A política municipal visa reduzir enchentes e alagamentos por meio de infraestrutura verde e soluções baseadas na natureza. A medida estabelece diretrizes para drenagem urbana sustentável, ampliação de áreas permeáveis e contenção de chuvas intensas na capital mineira.

Belo Horizonte agora tem política para reduzir impactos das chuvas intensas. A Prefeitura sancionou lei que cria o Programa de Implantação da Cidade Esponja, publicado no Diário Oficial do Município.

Sérgio Tadeu Mafra
Sérgio Tadeu Mafra Repórter de Economia Regional · 03 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
BH cria programa Cidade Esponja contra enchentes e alagamentos

Belo Horizonte passa a contar com uma política voltada à adoção de soluções sustentáveis para reduzir os impactos das chuvas intensas. A Prefeitura sancionou, nesta quinta-feira (3), a lei que cria o Programa de Implantação da Cidade Esponja, publicado no Diário Oficial do Município (DOM). A iniciativa pretende mudar a forma como a capital mineira lida com a água da chuva. Em vez de depender apenas dos sistemas tradicionais de drenagem, o programa incentiva estruturas capazes de absorver, armazenar, infiltrar, filtrar e até reutilizar a água.

A proposta ganha relevância especialmente durante o período chuvoso, quando pontos de Belo Horizonte costumam registrar alagamentos e inundações. Um dos exemplos é a região da avenida Vilarinho, na região de Venda Nova, que historicamente enfrenta problemas durante temporais. O conceito de cidade esponja busca fazer com que áreas urbanas tenham maior capacidade de absorver a água da chuva. Para isso, o programa prevê o uso de soluções baseadas na natureza e mecanismos que aumentem a permeabilidade do solo.

Assim, parte da água que normalmente escoaria rapidamente pelas ruas pode ser retida e infiltrada no próprio terreno. Com isso, a expectativa é reduzir a pressão sobre as galerias pluviais e diminuir o volume de água que chega de uma só vez aos sistemas de drenagem. Além de ajudar no controle de enchentes, a política pretende contribuir para a segurança hídrica de Belo Horizonte. Isso porque o aumento da infiltração pode favorecer o reabastecimento das águas subterrâneas. A lei também estabelece como objetivo melhorar a qualidade da água disponível para extração em aquíferos localizados em áreas urbanas e periurbanas.

Dessa maneira, a proposta não se limita à prevenção de alagamentos. Ela também busca fortalecer a infraestrutura ecológica da cidade e ampliar o aproveitamento natural da água da chuva. A legislação estabelece que o Poder Executivo deverá regulamentar as medidas previstas no programa. Portanto, a aplicação prática das soluções dependerá das regras que ainda serão definidas pela administração municipal.

O que esperar para os próximos meses

A regulamentação é o próximo passo para que o programa saia do papel. Moradores de regiões como Venda Nova, que convivem com alagamentos históricos, devem acompanhar as regras que serão publicadas pela administração municipal. A tendência é que as soluções priorizem áreas críticas e integrem projetos de drenagem urbana com espaços verdes. Sem prometer prazos, a expectativa é que a capital mineira reduza gradualmente os transtornos causados pelas chuvas intensas, com ganhos diretos para quem mora em áreas vulneráveis.

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