Arábia Saudita e aliados prometem resposta firme a Houthis
A coalizão liderada pela Arábia Saudita promete resposta resoluta a ataques Houthis que feriram 73 pessoas e causaram incêndios em instalações de energia no sul do país, elevando a tensão regional.
A coalizão liderada pela Arábia Saudita prometeu resposta resoluta a uma onda de ataques dos militantes Houthis, apoiados pelo Irã, que feriram dezenas de civis e causaram incêndios em instalações de energia no sudoeste do país. O porta-voz das Forças da Coalizão, Major-General Turki Al-Maliki, confirmou que pelo menos 73 pessoas, incluindo mulheres e crianças, ficaram feridas, e classificou os ataques como "perigosos" e "insensatos".
Os ataques atingiram "locais civis e econômicos" nas cidades de Abha, Khamis Mushait, Jazan e Najran, segundo Al-Maliki. O Ministério de Energia saudita informou que os incêndios interromperam temporariamente algumas operações na região sul. No mercado global, o petróleo Brent subiu cerca de 1%, negociado próximo a US$ 99 por barril, reflexo imediato da escalada.
Em comunicado, os militares Houthis afirmaram que os ataques responderam a mais de 100 incursões aéreas sauditas no Iêmen nos últimos três dias, que teriam matado muitas pessoas, e disseram ter disparado "dezenas de mísseis balísticos e drones". O Comando das Forças Conjuntas da Coalizão afirmou que irá "confrontar resolutamente" a abordagem hostil do grupo, enquanto o Ministério das Relações Exteriores saudita declarou no X que o Reino afirma seu direito legítimo de tomar todas as medidas necessárias para defender sua soberania.
Aliados regionais condenaram a ação. O Egito classificou como "escalada perigosa"; a Jordânia, como "violação flagrante da soberania saudita". Catar e Kuwait também ecoaram a condenação, citando "desrespeito inaceitável pelas vidas civis".
A escalada rompe a trégua de 2022 que encerrou sete anos de conflito direto. Os Houthis também declararam bloqueio ao tráfego marítimo saudita no Mar Vermelho, rota vital para o petróleo do reino, e atacaram refinarias da Aramco na costa. Combates terrestres recomeçaram, com forças governamentais reivindicando avanços e o grupo usando mísseis e drones contra o porto de Mocha.
Para famílias e consumidores, o impacto prático aparece na bomba de combustível: cada pico de tensão no Oriente Médio tende a pressionar os preços dos derivados no Brasil, que acompanham o mercado internacional. A orientação é acompanhar os reajustes da Petrobras e buscar rotas de abastecimento mais econômicas enquanto o cenário se desenrola impacto do petróleo no preço dos combustíveis.