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Após internação de Milton Nascimento, veja fatores de risco da pneumonia

ResumoA pneumonia, doença que levou Milton Nascimento à internação em Belo Horizonte, apresenta maior gravidade em idosos, crianças e pessoas com comorbidades. Fatores de risco incluem idade avançada, tabagismo, doenças crônicas e sistema imunológico enfraquecido. A prevenção envolve vacinação, higiene das mãos e evitar aglomerações.

A internação de Milton Nascimento em Belo Horizonte reacendeu a atenção sobre a pneumonia. Dados da SES-MG indicam que a doença respiratória atinge com mais gravidade idosos, crianças e pessoas com comorbidades. Veja os fatores de risco e como se prevenir.

Marília Stefani
Marília Stefani Repórter de Segurança Pública · 17 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Após internação de Milton Nascimento, veja fatores de risco da pneumonia

A internação do cantor Milton Nascimento, de 82 anos, em Belo Horizonte, na última semana, trouxe a pneumonia de volta ao debate público. A doença respiratória, que atinge os pulmões e compromete a oxigenação do sangue, é uma das principais causas de hospitalização de idosos no país. Entender os fatores de risco é o primeiro passo para prevenir casos graves.

A pneumonia é uma infecção pulmonar que pode ser causada por bactérias, vírus ou fungos. Os principais fatores de risco incluem idade acima de 60 anos, tabagismo, doenças crônicas como diabetes e DPOC, e sistema imunológico enfraquecido. A vacinação é a principal forma de prevenção para grupos de risco.

Quem está no grupo de risco?

Os dados da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) mostram que a pneumonia atinge com mais gravidade três perfis principais: idosos acima de 60 anos, crianças menores de 5 anos e pessoas com comorbidades. Em 2023, foram registrados mais de 12 mil casos de pneumonia em Minas Gerais, com 1.200 óbitos (SES-MG, boletim epidemiológico, 2024).

Entre os idosos, a taxa de mortalidade é até 5 vezes maior do que entre adultos jovens, segundo o Ministério da Saúde. A combinação de imunossenescência (enfraquecimento natural do sistema imunológico com a idade) e presença de doenças crônicas torna esse grupo particularmente vulnerável vacinação contra pneumonia.

Fatores de risco modificáveis e não modificáveis

Idade avançada

O envelhecimento reduz a capacidade do sistema imunológico de responder a infecções. A partir dos 60 anos, o risco de pneumonia grave dobra a cada década de vida. Milton Nascimento, aos 82 anos, está no topo dessa faixa etária.

Tabagismo e consumo de álcool

Fumar danifica os cílios dos pulmões, estruturas que varrem impurezas e microrganismos. Dados do INCA indicam que fumantes têm 2,5 vezes mais chance de desenvolver pneumonia do que não fumantes. O consumo excessivo de álcool também reduz a imunidade e aumenta o risco de aspiração de secreções.

Doenças crônicas

Diabetes, DPOC, insuficiência cardíaca e doenças renais crônicas são fatores de risco consolidados. O Ministério da Saúde recomenda que pessoas com essas condições mantenham a vacinação em dia e busquem atendimento médico ao primeiro sinal de falta de ar.

Imunossupressão

Pacientes em tratamento de câncer, transplantados ou com HIV não controlado têm risco elevado. A pneumonia pneumocócica, causada pela bactéria Streptococcus pneumoniae, é a mais comum nesse grupo e pode ser prevenida com a vacina PPSV23.

Sinais de alerta

A pneumonia não se apresenta sempre com febre alta e tosse. Em idosos, os sintomas podem ser mais sutis: confusão mental repentina, queda da pressão arterial, respiração rápida e falta de ar. A SES-MG alerta que qualquer piora do estado geral em pessoas acima de 60 anos deve ser investigada.

Prevenção: vacinação é a chave

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece duas vacinas contra pneumonia: a Pneumocócica 10 Valente (VPC10), para crianças, e a Pneumocócica 23 Valente (PPSV23), para idosos e grupos de risco. A cobertura vacinal em Minas Gerais, no entanto, ficou abaixo da meta em 2023, com apenas 68% dos idosos vacinados (Ministério da Saúde, SI-PNI, 2024).

A vacina contra a gripe também é recomendada, já que o vírus influenza pode evoluir para pneumonia viral. A campanha de vacinação de 2024 já imunizou 45 milhões de brasileiros, mas a adesão entre idosos ainda é inferior ao ideal vacinação da gripe em MG.

Tratamento e prognóstico

Com diagnóstico precoce, a pneumonia bacteriana responde bem a antibióticos. O tratamento dura de 7 a 14 dias. Casos graves, como o de Milton Nascimento, exigem internação para suporte respiratório e hidratação venosa. A mortalidade hospitalar por pneumonia em idosos gira em torno de 15% no Brasil, segundo estudo do Hospital das Clínicas da USP.

Perguntas Frequentes

Quais são os primeiros sintomas da pneumonia?

Febre alta, tosse com catarro, dor no peito ao respirar e falta de ar. Em idosos, pode haver confusão mental e queda da pressão.

Pneumonia é contagiosa?

A pneumonia em si não é contagiosa, mas os microrganismos que a causam (bactérias e vírus) podem ser transmitidos por gotículas respiratórias.

Quem deve tomar a vacina contra pneumonia?

Crianças menores de 5 anos, idosos acima de 60 anos, pessoas com doenças crônicas e imunossuprimidos.

A vacina contra pneumonia protege para sempre?

Não. A imunidade diminui com o tempo. A PPSV23 é recomendada como dose única para idosos, mas em alguns casos pode ser necessário reforço após 5 anos.

O que fazer se um idoso apresentar sintomas?

Procurar imediatamente uma unidade de saúde. Não esperar os sintomas piorarem. A pneumonia pode evoluir rapidamente em pessoas acima de 60 anos.

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