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ANSN classifica planta-piloto de terras raras em MG como isenta

ResumoA Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) classificou o Centro de Pesquisa e Processamento de Terras Raras (CPTR) da mineradora Viridis, em Poços de Caldas (MG), como instalação isenta de controle regulatório radiológico. A decisão, baseada em fiscalização de junho, confirma que os níveis de radiação no local não exigem monitoramento contínuo. O CPTR opera dentro dos limites de segurança definidos pela legislação nuclear brasileira.

A Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) classificou o Centro de Pesquisa e Processamento de Terras Raras (CPTR) da mineradora Viridis em Poços de Caldas (MG) como instalação isenta de controle regulatório radiológico, após fiscalização em junho.

Marília Stefani
Marília Stefani Repórter de Segurança Pública · 02 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
ANSN classifica planta-piloto de terras raras em MG como isenta

A Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) classificou o Centro de Pesquisa e Processamento de Terras Raras (CPTR) da mineradora Viridis, em Poços de Caldas (MG), como instalação isenta de controle regulatório radiológico. A conclusão consta do Relatório de Fiscalização referente à visita técnica realizada em 17 de junho de 2026 no CPTR, instalado no Distrito Industrial de Poços de Caldas.

A planta-piloto, inaugurada em maio deste ano, reproduz em escala semi-industrial o processamento de terras raras previsto para o futuro empreendimento da mineradora, que deve iniciar em 2028. A vistoria teve como objetivo obter informações e coletar amostras para a classificação da instalação, em atendimento à Norma ANSN 4.01, que estabelece requisitos de segurança e proteção radiológica.

Para moradores da região, a decisão indica que a atividade atual não exige licenciamento radiológico específico, segundo critérios da agência. Isso não elimina outras obrigações ambientais ou de segurança, que seguem sob responsabilidade dos órgãos competentes.

A classificação da planta-piloto como isenta é um passo no processo de desenvolvimento do projeto de terras raras da Viridis. O empreendimento comercial, previsto para 2028, passará por nova avaliação da ANSN quando iniciar operações, em escala industrial.

A medida reforça o papel da ANSN na fiscalização de instalações que lidam com materiais potencialmente radioativos, mesmo em fase de pesquisa. A decisão foi baseada em amostras coletadas durante a visita técnica, cujos resultados fundamentaram o relatório que isentou o CPTR de controle regulatório radiológico.

Para a comunidade de Poços de Caldas, que acompanha o desenvolvimento do setor de terras raras, a notícia traz um panorama da regulação nuclear no país. A transparência do processo, com divulgação do relatório, permite que a população acompanhe os critérios técnicos adotados.

A Viridis, por sua vez, segue com o cronograma de expansão, que inclui a instalação industrial prevista para 2028. Até lá, o CPTR continuará funcionando como centro de pesquisa, agora com a classificação oficial da ANSN.

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