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Cerâmica de Rosário conquista Indicação Geográfica no Maranhão

ResumoRosário, município maranhense da Região do Munim, obteve do INPI o registro de Indicação Geográfica para sua cerâmica, o primeiro do estado do Maranhão. O reconhecimento oficial valida uma tradição centenária de produção artesanal local, conferindo proteção e diferenciação ao produto no mercado nacional. A conquista fortalece a identidade cultural e econômica da região.

O município de Rosário, na Região do Munim, recebeu do INPI o registro de Indicação Geográfica para sua produção cerâmica, o primeiro do Maranhão, reconhecendo uma tradição centenária.

Vânia Drummond
Vânia Drummond Repórter de Cultura Mineira · 02 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Cerâmica de Rosário conquista Indicação Geográfica no Maranhão

O município de Rosário, na Região do Munim, no Maranhão, recebeu do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) o registro de Indicação Geográfica (IG) para sua produção cerâmica. É o primeiro reconhecimento desse tipo concedido no estado. Na prática, a cerâmica local agora pode ser oficialmente identificada pela origem, com o vínculo direto com o território onde a tradição foi construída.

O pedido foi apresentado pela Associação dos Oleiros de Rosário (ASSOR), com apoio do Sebrae Maranhão, que ajudou na organização dos produtores e na estruturação do processo. Para quem vive do barro, o registro representa a valorização de um conhecimento passado entre gerações e uma chance de fortalecer a produção local.

A história de Amarildo Silva, presidente da ASSOR, mostra que a tradição não depende só da herança familiar. Ele não nasceu em família de oleiros; o contato começou como diarista em uma olaria, preparando argila e ajudando no acabamento. "Eu não tenho sangue de oleiro, mas tenho o barro no sangue", resume. Amarildo aprendeu observando os mestres e incorporou técnicas como o ponto certo da argila, o trabalho no torno e o tempo de queima, sem abrir mão de criar peças com características contemporâneas.

Para David Amorim, gerente da Unidade Regional do Munim-Baixo Itapecuru, o trabalho começou organizando a história da cerâmica e a relação da produção com o município. "O primeiro passo foi entender que os oleiros já tinham aquilo que era mais importante: uma história, um saber fazer e uma produção reconhecida em Rosário", explica. A parceria entre Sebrae e ASSOR reuniu documentos e valorizou o conhecimento tradicional para embasar o pedido.

A certificação pode aumentar a visibilidade da cerâmica, agregar valor aos produtos e ajudar a diferenciar a produção local em um mercado com concorrência de peças mais baratas. Rosário fica no caminho para os Lençóis Maranhenses, o que abre possibilidades de aproximar as olarias do turismo. Para Amarildo, o impacto principal está na continuidade da profissão: "Eu sou a prova de que o barro dá futuro". A expectativa é que o reconhecimento incentive novos aprendizes e fortaleça a transmissão do saber entre gerações.

A Indicação Geográfica não criou a história da cerâmica rosariense; ela reconheceu uma tradição que já existia nas olarias, nas mãos dos artesãos e na argila do território. artesanato em Minas Gerais

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