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Himalaia: risco de enchentes e rupturas ainda é alto

ResumoO Himalaia enfrenta risco elevado de novas enchentes e rupturas glaciais na fronteira entre China e Nepal, após desastres que ultrapassaram mil mortos. A região apresenta pontos críticos de instabilidade, com lagos glaciais sob pressão e encostas fragilizadas. Autoridades locais monitoram áreas vulneráveis, mas a ameaça imediata persiste, exigindo evacuações preventivas e sistemas de alerta reforçados.

As enchentes na fronteira entre China e Nepal já passaram de mil mortos. Analista alerta: ainda há risco de novas rupturas no Himalaia. Entenda os pontos críticos.

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 01 de setembro de 2026 · 1 min de leitura
Himalaia: risco de enchentes e rupturas ainda é alto

As enchentes que atingiram a região entre a China e o Nepal já ultrapassaram mil mortos, com mais de 4.400 desaparecidos. Durante o Live CNN desta terça-feira (1º), o analista Pedro Côrtes alertou: ainda há vários pontos de risco mapeados ao longo do Himalaia.

O Paquistão enfrenta risco alto, com alertas severos para enchentes. Nepal e Tibete têm risco muito alto, com barragens naturais formadas e risco ativo de cheia. Essas barragens surgem do desprendimento de blocos de gelo e deslizamentos que bloqueiam vales. "Esse material não tem consistência e pode romper a qualquer momento, liberando um grande fluxo d'água rios abaixo", explicou Côrtes.

No Butão, um lago glacial está sob vigilância imediata. O degelo intensificado no verão do Hemisfério Norte pode concentrar muita água e extravasar. Bangladesh também monitora lagos glaciais pelo acúmulo de sedimentos e gelo. Na Índia, o alerta vem das chuvas fortes e do risco de rupturas de geleiras.

Toda a região tem relevo acidentado, rotas precárias e geleiras em derretimento acelerado nos últimos 30 anos, agravado no verão e nas monções. Quem vive no interior sabe: quando a água desce, não avisa. A comunidade local espera que o monitoramento se intensifique antes que a próxima cheia chegue.

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