Ampolas de emagrecimento apreendidas na Zona da Mata
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) apreendeu 20 ampolas de medicamentos injetáveis usados para emagrecimento em três cidades da Zona da Mata mineira. A operação ocorreu na manhã de quarta-feira (9).
A investigação começou depois que a polícia recebeu informações sobre a possível comercialização de produtos em desacordo com normas e exigências da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo a PCMG, os medicamentos eram anunciados principalmente por meio das redes sociais.
O que foi apreendido na operação
Entre os produtos recolhidos estão tirzepatida, retatrutida, peptídeo GHK-CU e Lipostabil. Também foram apreendidos materiais ligados à aplicação das substâncias, como seringas, agulhas e sachês de álcool 70%.
A operação localizou ainda ampolas lacradas, abertas e vazias, além de unidades já preparadas para aplicação, receituários e outros documentos.
Um aparelho celular foi apreendido em cada um dos locais vistoriados. Os dispositivos serão analisados pela Polícia Civil e poderão ajudar na apuração da autoria, da materialidade e das circunstâncias das possíveis infrações penais.
Todo o material recolhido foi encaminhado às autoridades responsáveis pela continuidade das investigações.
Por que a venda irregular preocupa
A comercialização de injetáveis para emagrecimento sem registro ou fora das exigências sanitárias tira do consumidor a principal proteção que existe: a rastreabilidade do produto. Sem essa garantia, não há como saber a procedência da substância, a dose correta nem as condições de armazenamento.
O caso da Zona da Mata mostra como esse mercado chega ao interior por canais informais, muitas vezes via redes sociais, onde a oferta circula sem passar por farmácias ou clínicas. Para quem vive de comércio ou presta serviço de saúde na região, o episódio também serve de alerta sobre os riscos de intermediar esses produtos.
A tendência é que a análise dos celulares apreendidos aponte novos desdobramentos nas próximas semanas. A Polícia Civil não informou prazos nem detalhou as cidades envolvidas até o momento.