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Ampolas de emagrecimento apreendidas na Zona da Mata

ResumoA Polícia Civil de Minas Gerais apreendeu 20 ampolas de medicamentos injetáveis para emagrecimento em três cidades da Zona da Mata mineira. A operação partiu de denúncias sobre venda irregular desses produtos pelas redes sociais, e a investigação apura a comercialização sem autorização sanitária.

A Polícia Civil de Minas Gerais apreendeu 20 ampolas de medicamentos injetáveis usados para emagrecimento em três cidades da Zona da Mata. A investigação partiu de denúncias sobre venda irregular pelas redes sociais.

Sérgio Tadeu Mafra
Sérgio Tadeu Mafra Repórter de Economia Regional · 11 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Ampolas de emagrecimento apreendidas na Zona da Mata

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) apreendeu 20 ampolas de medicamentos injetáveis usados para emagrecimento em três cidades da Zona da Mata mineira. A operação ocorreu na manhã de quarta-feira (9).

A investigação começou depois que a polícia recebeu informações sobre a possível comercialização de produtos em desacordo com normas e exigências da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo a PCMG, os medicamentos eram anunciados principalmente por meio das redes sociais.

O que foi apreendido na operação

Entre os produtos recolhidos estão tirzepatida, retatrutida, peptídeo GHK-CU e Lipostabil. Também foram apreendidos materiais ligados à aplicação das substâncias, como seringas, agulhas e sachês de álcool 70%.

A operação localizou ainda ampolas lacradas, abertas e vazias, além de unidades já preparadas para aplicação, receituários e outros documentos.

Um aparelho celular foi apreendido em cada um dos locais vistoriados. Os dispositivos serão analisados pela Polícia Civil e poderão ajudar na apuração da autoria, da materialidade e das circunstâncias das possíveis infrações penais.

Todo o material recolhido foi encaminhado às autoridades responsáveis pela continuidade das investigações.

Por que a venda irregular preocupa

A comercialização de injetáveis para emagrecimento sem registro ou fora das exigências sanitárias tira do consumidor a principal proteção que existe: a rastreabilidade do produto. Sem essa garantia, não há como saber a procedência da substância, a dose correta nem as condições de armazenamento.

O caso da Zona da Mata mostra como esse mercado chega ao interior por canais informais, muitas vezes via redes sociais, onde a oferta circula sem passar por farmácias ou clínicas. Para quem vive de comércio ou presta serviço de saúde na região, o episódio também serve de alerta sobre os riscos de intermediar esses produtos.

A tendência é que a análise dos celulares apreendidos aponte novos desdobramentos nas próximas semanas. A Polícia Civil não informou prazos nem detalhou as cidades envolvidas até o momento.

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