Simões critica 'concurso de mágica' na eleição de MG
Mateus Simões (PSD), governador e candidato à reeleição em Minas Gerais, criticou neste sábado (12/9) as promessas apresentadas por adversários na campanha eleitoral. A declaração foi feita em Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, durante encontro com 11 prefeitos da região.
Simões disse ter a impressão de estar participando de um 'concurso de mágica' e não de uma eleição. 'Todo dia um dos meus adversários aparece pra prometer uma mágica diferente', ironizou o candidato diante dos prefeitos.
A fala ocorre a pouco mais de três semanas do pleito, marcado para 4 de outubro.
Preocupação com a distração do eleitor
O governador demonstrou preocupação com o que considera uma distração do eleitor diante da eleição. Pediu aos prefeitos que percorram os municípios para lembrar a população sobre a situação de Minas Gerais há oito anos e os resultados que, segundo ele, teriam sido alcançados pela atual gestão.
Ao explicar o pedido aos aliados, Simões afirmou que não se trata de uma campanha baseada no medo, mas na memória do eleitor. Como exemplo, citou o Hospital de Diamantina, que, segundo ele, estava fechado e deteriorado há cerca de dez anos e hoje funciona como referência na região.
'É uma campanha de memória, de experiência. Sabemos o que acontece quando a gente não presta atenção no que está acontecendo', afirmou.
O que está em jogo para o eleitor mineiro
A fala de Simões em Diamantina dialoga diretamente com a realidade de quem vive do trabalho na região. O Vale do Jequitinhonha tem na agricultura familiar e no comércio local parte importante da renda de seus municípios, e decisões sobre repasses estaduais para saúde e infraestrutura afetam diretamente a capacidade de prefeituras manterem serviços e gerarem emprego.
O Hospital de Diamantina, citado pelo governador, é um exemplo concreto dessa relação. Quando um equipamento de saúde fecha, o efeito não é apenas assistencial: o atendimento migra para cidades vizinhas, encarece o deslocamento das famílias e reduz a circulação de recursos no comércio local.
A campanha de Simões aposta, portanto, na comparação entre o que existia há oito anos e o que existe hoje. É uma estratégia que depende da memória do eleitor, não de promessas novas.
Promessas de adversários e o tom da campanha
A crítica do governador às promessas alheias ocorre em um momento de disputa acirrada. Pesquisa Datafolha divulgada recentemente mostra Cleitinho com 37% das intenções de voto, enquanto Patrus e Kalil disputam uma vaga no segundo turno.
O tom adotado por Simões em Diamantina evita o confronto direto e opta pela ironia. Ao falar em 'concurso de mágica', o candidato desloca o debate das propostas apresentadas por adversários para a credibilidade de quem as faz.
A estratégia, no entanto, tem um limite: o eleitor precisa reconhecer na gestão atual os resultados que o governador atribui a ela. Por isso o pedido para que os prefeitos atuem como multiplicadores dessa memória nos municípios.
O que esperar até 4 de outubro
Nos próximos dias, a campanha de Simões deve intensificar a presença no interior, especialmente em regiões onde o voto municipal tem peso decisivo. O Vale do Jequitinhonha, com municípios de pequeno porte e forte dependência de repasses estaduais, é um desses territórios.
A tendência é que o candidato mantenha o discurso da memória e da experiência, evitando entrar no detalhe das promessas alheias. Se a estratégia funciona, só a apuração dirá. O que se pode afirmar é que, em Minas, o resultado costuma se decidir menos pelas mágicas e mais pelo que o eleitor viu acontecer na própria cidade.
Perguntas Frequentes
Quem é Mateus Simões?
Mateus Simões é governador de Minas Gerais e candidato à reeleição pelo PSD. Ele fez a declaração sobre 'concurso de mágica' em Diamantina, no Vale do Jequitinhonha.
O que Simões quis dizer com 'concurso de mágica'?
Segundo ele, a expressão se refere às promessas feitas por adversários durante a campanha eleitoral. Simões ironizou dizendo que 'todo dia um dos meus adversários aparece pra prometer uma mágica diferente'.
Quando será a eleição em Minas Gerais?
O pleito está marcado para 4 de outubro, conforme informou o governador durante o encontro com prefeitos em Diamantina.
O que Simões pediu aos prefeitos?
Ele pediu que os prefeitos percorram os municípios para lembrar a população sobre a situação de Minas Gerais há oito anos e os resultados que, segundo ele, teriam sido alcançados pela atual gestão.
Qual exemplo Simões citou para defender a gestão?
O governador citou o Hospital de Diamantina, que, segundo ele, estava fechado e deteriorado há cerca de dez anos e hoje funciona como referência na região.
Como está a disputa eleitoral em Minas?
Pesquisa Datafolha mostra Cleitinho com 37% das intenções de voto, enquanto Patrus e Kalil disputam uma vaga no segundo turno, segundo dados divulgados pela imprensa.