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Michelle chama Mendonça de escolhido e ungido; entenda

ResumoMichel Michelle Bolsonaro chamou o ministro André Mendonça, do STF, de "escolhido e ungido do Senhor" em mensagem pública de apoio durante o conflito com Alexandre de Moraes. A declaração reforça a aliança política entre a ex-primeira-dama e o magistrado indicado por Jair Bolsonaro. O contexto envolve tensões institucionais sobre decisões judiciais recentes.

Michelle Bolsonaro publicou mensagem de apoio ao ministro André Mendonça, do STF, em meio à crise com Alexandre de Moraes. Na postagem, ela afirma que ele é um escolhido e ungido do Senhor. Entenda o contexto.

Cláudia Resende
Cláudia Resende Repórter de Saúde e Educação · 07 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Michelle chama Mendonça de escolhido e ungido; entenda

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), candidata ao Senado pelo Distrito Federal, publicou uma mensagem de apoio ao ministro André Mendonça, do STF, em meio à crise entre integrantes da Suprema Corte. Na noite de sábado (5), ela postou nas redes sociais uma foto de Mendonça segurando sua mão, acompanhada de um texto que relembra a trajetória do magistrado até sua indicação ao tribunal pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Na publicação, Michelle relata um momento de consagração: "Em um dia muito marcante, na nossa salinha de consagração, Deus me revelou a sua entrada naquele tribunal. Sim, Ele abriu a minha visão, e eu o vi entrando com uma nuvem branca sobre a sua cabeça. Foi um momento lindo!", escreveu. Ela também saiu em defesa do ministro: "Depois daquele dia, tivemos a certeza de que aquela cadeira era sua. Poderia vir o que viesse, a Palavra era clara: seja forte e corajoso. Não retroceda! (...) Saiba que você é um ESCOLHIDO e UNGIDO DO SENHOR!"

A postagem acontece em meio à crise no STF entre Mendonça e o ministro Alexandre de Moraes. Na terça-feira (1º), Mendonça retirou o sigilo de um relatório da PF com mensagens e registros de contatos entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Os documentos indicam que Vorcaro pedia ao magistrado que atuasse com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, para conter o avanço das investigações sobre o banco.

Na quinta-feira (3), Moraes reagiu e usou o inquérito das Fake News para acusar Mendonça de crimes. O magistrado também pede ao presidente da Corte, Edson Fachin, que abra ação contra o colega. Moraes enumera suspeitas contra Mendonça por usurpação da direção das investigações, condução irregular das tratativas de delação premiada e direcionamento de investigação contra o magistrado. Segundo Moraes, os documentos apontam três condutas: interferência na condução das investigações pela PF, participação irregular em tratativas de colaboração premiada e direcionamento de alvos por "motivos pessoais e políticos", entre eles o próprio Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Na sexta-feira (4), Fachin determinou que as apurações sobre Mendonça saiam do inquérito das fake news e sejam incluídas em outro procedimento de sua relatoria. O chefe da Corte reuniu no mesmo processo as acusações de ambos os lados, ou seja, estão nos autos da mesma ação as decisões de Mendonça contra Moraes.

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