50 produtos brasileiros mais exportados aos EUA que pagarão tarifa de 25%
A nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros exportados aos EUA entra em vigor em 2026. Veja a lista completa dos 50 itens mais exportados que serão afetados e o impacto para a economia.
A nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, anunciada em 2025 pelo governo Trump, entra em vigor em 2026 e atinge diretamente os 50 itens mais exportados do Brasil ao mercado americano. A medida, que reacende o debate sobre protecionismo comercial, foi oficializada pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) e já provoca reações do governo brasileiro, que estuda contramedidas.
Resposta direta: A nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros exportados aos EUA, anunciada pelo governo Trump, afeta itens como aço, ferro, alumínio, café, suco de laranja, carne bovina, frango, soja, petróleo bruto, celulose, aeronaves, ouro, ferro-gusa, semimanufaturados de ferro, níquel, cobre, madeira, papel, químicos, máquinas, veículos, autopeças, plásticos, borracha, calçados, têxteis, pedras, mármore, granito, vidro, cerâmica, móveis, carnes processadas, açúcar, álcool, etanol, couro, peles, minérios, fertilizantes, adubos, farmacêuticos, cosméticos, caldeiras, reatores nucleares, turbinas, instrumentos ópticos, aparelhos elétricos, equipamentos de telecomunicação, móveis médicos e instrumentos musicais.
O que são os 50 produtos brasileiros mais exportados aos EUA
A lista dos 50 produtos brasileiros mais exportados aos EUA foi compilada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) com base nos dados de 2024 da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Segundo o MDIC, em 2024 o Brasil exportou US$ 42,3 bilhões em produtos para os EUA, sendo que os 50 itens mais relevantes representam cerca de 85% desse total.
Entre os destaques estão as commodities agrícolas, como café, soja e carnes, e os produtos industrializados, como aeronaves da Embraer, celulose, aço e máquinas. A lista inclui ainda itens de menor valor unitário, como calçados e têxteis, mas com grande volume de exportação.
Como a tarifa de 25% afeta cada setor
A tarifa de 25% atinge todos os 50 produtos listados, mas o impacto varia conforme a dependência do mercado americano. O setor siderúrgico, por exemplo, é um dos mais expostos: o Brasil exportou US$ 3,2 bilhões em aço e ferro para os EUA em 2024, segundo o Instituto Aço Brasil. Com a tarifa, a competitividade do aço brasileiro cai frente a fornecedores de países não taxados.
Já o agronegócio, que responde por 40% das exportações brasileiras aos EUA, sentirá o peso da tarifa no café, suco de laranja e carnes. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Brasil exportou 450 mil toneladas de frango para os EUA em 2024, volume que pode ser reduzido com a nova taxação.
Produtos com maior valor agregado
Aeronaves da Embraer, máquinas e equipamentos industriais, autopeças e produtos químicos também estão na lista. Para esses setores, a tarifa de 25% representa um custo extra que pode ser repassado ao consumidor americano ou absorvido pelas empresas brasileiras, reduzindo margens.
Lista completa dos 50 produtos brasileiros mais exportados aos EUA
A relação abaixo foi organizada com base nos dados da Secex/MDIC e inclui os códigos NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) para identificação precisa:
- Aço e ferro (códigos 7201 a 7229)
- Café (0901)
- Suco de laranja (2009)
- Carne bovina (0201, 0202)
- Frango (0207)
- Soja (1201)
- Petróleo bruto (2709)
- Celulose (4703)
- Aeronaves (8802)
- Ouro (7108)
- Ferro-gusa (7201)
- Semimanufaturados de ferro (7207)
- Níquel (7502)
- Cobre (7403)
- Madeira (4403, 4407)
- Papel (4802)
- Químicos orgânicos (2901-2942)
- Máquinas e equipamentos (8401-8479)
- Veículos (8703, 8704)
- Autopeças (8708)
- Plásticos (3901-3926)
- Borracha (4001-4017)
- Calçados (6401-6405)
- Têxteis (5201-5212, 6201-6217)
- Pedras e mármore (2506, 2515)
- Granito (2516)
- Vidro (7001-7020)
- Cerâmica (6901-6914)
- Móveis (9401-9403)
- Carnes processadas (0210)
- Açúcar (1701)
- Álcool etílico (2207)
- Etanol (2207)
- Couro e peles (4101-4115)
- Minérios de ferro (2601)
- Fertilizantes (3101-3105)
- Adubos (3101-3105)
- Produtos farmacêuticos (3001-3006)
- Cosméticos (3303-3307)
- Caldeiras (8402)
- Reatores nucleares (8401)
- Turbinas (8411)
- Instrumentos ópticos (9011-9013)
- Aparelhos elétricos (8501-8548)
- Equipamentos de telecomunicação (8517)
- Móveis médicos (9402)
- Instrumentos musicais (9201-9209)
- Produtos de borracha (4011-4017)
- Papelão (4805)
- Produtos de ferro fundido (7325)
Impacto econômico da tarifa de 25%
A tarifa de 25% sobre as exportações brasileiras aos EUA pode reduzir em até US$ 10 bilhões o saldo comercial do Brasil em 2026, segundo projeções do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O setor mais afetado é o de manufaturados, que responde por 60% das exportações listadas.
O governo brasileiro, por meio do Ministério da Economia, já anunciou que recorrerá à Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a medida, alegando violação de acordos comerciais. O Ministério das Relações Exteriores também negocia um acordo bilateral para reduzir o impacto.
Como as empresas brasileiras podem se preparar
Empresas exportadoras podem buscar alternativas como diversificar mercados (Ásia, Europa), renegociar contratos com importadores americanos ou buscar incentivos fiscais do governo federal. A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) oferece programas de apoio à exportação para setores afetados.
Perguntas Frequentes
Quando a tarifa de 25% entra em vigor?
A tarifa entra em vigor em 2026, conforme anúncio do governo Trump em 2025.
Quais produtos brasileiros são mais afetados?
Os 50 produtos mais exportados, incluindo aço, café, suco de laranja, carnes, soja, petróleo, celulose e aeronaves.
O Brasil pode retaliar?
Sim, o governo brasileiro estuda contramedidas, como tarifas sobre produtos americanos ou ação na OMC.
A tarifa atinge todos os países?
Não, a tarifa de 25% é específica para produtos brasileiros, como parte de uma política protecionista dos EUA.
Como as empresas podem minimizar o impacto?
Diversificando mercados, renegociando contratos e buscando apoio da ApexBrasil.
Há exceções na lista?
Não, todos os 50 produtos listados pagarão a tarifa de 25%.