# Vale propõe agenda para mineração gerar 2,3 mi de empregos até 2035

> A Vale lançou em Brasília um estudo com a Accenture propondo uma agenda para a mineração gerar mais de 2,3 milhões de empregos e elevar a produção anual a R$ 535 bilhões até 2035. A iniciativa busca expandir a contribuição do setor para a economia brasileira.

*Portal Notícias MG · Serviços · 26 de agosto de 2026 · Inácio Bicalho*

A Vale lançou em Brasília um estudo com a Accenture propondo uma agenda para a mineração gerar mais de 2,3 milhões de empregos e elevar a produção anual a R$ 535 bilhões até 2035.

A Vale lançou em Brasília, na semana passada, o relatório "Destravando o Potencial da Mineração no Brasil", feito com a colaboração da Accenture. O estudo propõe uma agenda para ampliar a contribuição da mineração ao desenvolvimento brasileiro até 2035, com potencial de gerar mais de 2,3 milhões de empregos adicionais.

A proposta parte de um paradoxo: apenas 28% do território nacional está mapeado em escala adequada para decisões de prospecção mineral, mesmo com o Brasil em posições de liderança mundial em reservas. Entre 2014 e 2023, o país caiu da quarta para a sétima posição global em valor da produção extrativa mineral.

No cenário de maior expansão, o valor anual da produção mineral brasileira passaria de cerca de R$ 312 bilhões em 2026 para R$ 535 bilhões em 2035. O total de empregos diretos, indiretos e induzidos alcançaria 5,3 milhões, com mais de 2,3 milhões de novas vagas. A arrecadação do setor entre 2026 e 2035 poderia chegar a R$ 1,3 trilhão.

O relatório também chama atenção para a distância entre reservas e produção efetiva. Em terras raras, por exemplo, seria preciso multiplicar a produção por aproximadamente 167 vezes para que a participação brasileira na produção mundial se aproximasse da participação nas reservas.

Para destravar esse potencial, a proposta reúne 15 iniciativas estratégicas em quatro frentes: Licenciamento e Fundamentos da Mineração; Ambiente de Negócios e Segurança Institucional; Cadeia Mineral Integrada; e Valor Compartilhado. Entre os caminhos estão o fortalecimento da ANM, ampliação do conhecimento geológico, melhoria do licenciamento ambiental, implementação da política para minerais críticos e estratégicos, infraestrutura e energia competitivas, mecanismos de financiamento, estímulos ao beneficiamento e processamento mineral no país e melhor utilização dos recursos da Cfem.

O documento ganha relevância por ser apresentado em um momento de construção das agendas para o próximo ciclo político nacional. Segundo a Vale, o relatório será entregue a todos os candidatos à Presidência da República. A proposta coloca a mineração como uma agenda ampla de desenvolvimento para o Brasil na próxima década, combinando novas oportunidades minerais com a expansão de segmentos tradicionais, como minério de ferro, ouro e bauxita.

No interior, a expectativa é de que essa agenda chegue às comunidades que dependem da atividade. É o caso de quem vive da mineração em cidades médias de Minas Gerais, onde cada novo projeto pode significar renda e permanência no campo. A aposta é que o debate sobre minerais críticos não se restrinja aos grandes centros, mas alcance quem está na ponta, aguardando oportunidades concretas de trabalho e desenvolvimento local.

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Fonte (canonical): https://portalnoticiasmg.com.br/servicos/vale-propoe-agenda-mineracao-gerar-mais-23-milhoes-empregos/
