# Uso de medicamentos contra obesidade por conta própria cresce e preocupa

> O uso de medicamentos contra obesidade por conta própria cresce no Brasil e preocupa especialistas. A automedicação sem diagnóstico, prescrição ou acompanhamento médico eleva riscos de efeitos colaterais graves, interações medicamentosas e agravamento de condições preexistentes. Produtos de origem duvidosa ampliam o perigo, pois não possuem controle sanitário. A orientação profissional é indispensável para tratamento seguro e eficaz.

*Portal Notícias MG · Serviços · 03 de setembro de 2026 · Inácio Bicalho*

O uso de medicamentos contra obesidade por conta própria e de origem duvidosa cresce e preocupa especialistas. Sem diagnóstico, prescrição e acompanhamento, o risco à saúde aumenta. Entenda o alerta.

O uso de medicamentos contra obesidade por conta própria e de origem duvidosa virou um problema crescente de saúde pública. O alerta não é sobre uma faixa etária específica. Vale para o adulto que quer perder quatro quilos antes de uma festa, para o adolescente com questões inerentes à idade e, no extremo mais grave, para a criança obesa que recebe uma injeção sem nenhuma indicação. O que une esses casos não é idade nem necessidade: é a ausência do que é necessário em qualquer tratamento seguro de saúde: diagnóstico, prescrição, procedência e acompanhamento.

O alerta vale para o adulto que quer perder quatro quilos antes de uma festa, para o adolescente com questões inerentes à idade e, no extremo mais grave, para a criança obesa que recebe uma injeção sem nenhuma indicação. O que une esses casos não é idade nem necessidade: é a ausência do que é necessário em qualquer tratamento seguro de saúde: diagnóstico, prescrição, procedência e acompanhamento.

Vale começar pelo entendimento do que esses remédios de fato são. Os análogos de GLP-1, como a semaglutida e a liraglutida, imitam um dos hormônios que o próprio corpo produz no intestino para estimular a produção de insulina. A tirzepatida, mais recente, simula o GLP-1 e também o GIP (Peptídeo Insulinotrópico).

A compra pela internet ou a importação de medicamentos com procedência duvidosa, aplicados por conta própria, é o cenário que mais preocupa. Sem a orientação de um profissional, o risco de efeitos adversos e complicações aumenta. A automedicação, nesse caso, não trata apenas a obesidade: ela ignora o que há de mais básico na medicina, que é o cuidado individualizado.

Quem mora no interior de Minas sabe como é comum a busca por soluções rápidas. Eu já vi, em consultas e conversas com vizinhos, gente que compra remédio de emagrecimento sem saber ao certo o que está aplicando. A seca não é notícia só quando vira tragédia; o mesmo vale para a saúde: o problema aparece quando já é tarde.

A orientação das autoridades é clara: qualquer tratamento para obesidade deve começar com avaliação médica, prescrição adequada e acompanhamento regular. Medicamentos de origem duvidosa, sem registro ou comprados fora dos canais oficiais, não trazem apenas o risco da falta de efeito: podem trazer danos reais à saúde.

O que a comunidade espera é que a fiscalização seja mais rígida e que a informação chegue a quem mais precisa. No interior, onde o acesso a especialistas é limitado, a prevenção e o diálogo com o médico da família fazem toda a diferença. A saúde não se compra em site duvidoso: ela se constrói com acompanhamento e cuidado.

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Fonte (canonical): https://portalnoticiasmg.com.br/servicos/uso-medicamentos-contra-obesidade-por-conta-propria-origem-duvidosa-problema-cre/
