# Urologista leva inovação no câncer de próstata ao interior do Paraná

> O urologista Alberto Tomé introduz no interior do Paraná tecnologias de precisão para o câncer de próstata, incluindo micro-ultrassom, terapia focal e cirurgia robótica. A iniciativa amplia o acesso a diagnósticos e tratamentos avançados fora dos grandes centros urbanos. A atuação de Tomé reduz desigualdades regionais no cuidado oncológico, oferecendo opções menos invasivas e mais assertivas a pacientes do estado.

*Portal Notícias MG · Serviços · 09 de setembro de 2026 · Sérgio Tadeu Mafra*

O urologista Alberto Tomé leva inovação no cuidado do câncer de próstata ao interior do Paraná, com micro-ultrassom, terapia focal e cirurgia robótica, ampliando o acesso a tecnologias de precisão fora dos grandes centros.

O urologista Alberto Tomé está levando inovação no cuidado do câncer de próstata ao interior do Paraná, com tecnologias de alta precisão que antes ficavam restritas aos grandes centros médicos. Com clínica em Umuarama e atendimentos também em Cianorte, ambas no Noroeste do Paraná, o médico foi um dos primeiros do País a incorporar o micro-ultrassom ExactVu™, utilizado na investigação da doença e em biópsias direcionadas. Em março deste ano, tornou-se o quinto médico no Brasil e o segundo no Paraná a contar com o equipamento.

O micro-ultrassom opera em frequência de 29 MHz e produz imagens da próstata em alta resolução e em tempo real. Durante a biópsia, permite visualizar áreas suspeitas e direcionar a coleta de tecido para regiões que exigem maior investigação. Para o paciente, o recurso pode tornar a investigação mais direcionada, reunindo informações importantes para a avaliação do caso.

Essa precisão ganha relevância porque o câncer de próstata não se comporta da mesma maneira em todos os pacientes. Localização, extensão e agressividade do tumor, além da idade e das condições clínicas, são fatores considerados na definição da conduta. O câncer de próstata é o tipo de tumor mais incidente entre os homens brasileiros, desconsiderando o câncer de pele não melanoma. Para cada ano do triênio 2026-2028, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 77.920 novos casos da doença no Brasil, o equivalente a 30,5% dos novos diagnósticos de câncer na população masculina.

A expansão da tecnologia deve ultrapassar as divisas do Estado. Tomé planeja levar o micro-ultrassom também a Mato Grosso do Sul, ampliando a disponibilidade do recurso na região Centro-Oeste do País. "Minha formação e minha atuação em grandes centros me permitem acompanhar de perto a evolução da urologia, mas sempre tive o propósito de fazer esse conhecimento e essas tecnologias chegarem também a outras regiões. O paciente não deveria precisar estar em uma grande capital para ter acesso a recursos avançados de diagnóstico e tratamento", afirma.

Um dos desafios é que, em sua fase inicial, a doença pode não apresentar sintomas. Por isso, a avaliação não deve depender apenas do aparecimento de sinais. A decisão sobre quando e como investigar deve ser individualizada e discutida com o médico, considerando os riscos e as características de cada paciente. Quando há indicação de aprofundar a investigação, exames complementares podem ser solicitados, e a biópsia é responsável pela confirmação diagnóstica.

Confirmado o diagnóstico, nem todos os pacientes seguem o mesmo caminho. Para pacientes selecionados, uma das possibilidades é a terapia focal, abordagem que concentra o tratamento na região onde está localizada a lesão, buscando preservar áreas não comprometidas da próstata. Em outros casos, quando a retirada da próstata é indicada, a cirurgia robótica representa uma das alternativas. Realizada por pequenas incisões, oferece ao cirurgião visão ampliada do campo operatório e instrumentos que permitem movimentos precisos. Em comparação com a cirurgia aberta, pode estar associada a menor perda sanguínea, menor tempo de internação e recuperação mais rápida.

Alberto Tomé atua com cirurgia robótica desde 2021, após formação especializada no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Certificado para operar com a plataforma Da Vinci, concilia a atuação no interior do Paraná com cirurgias realizadas em Maringá, Londrina e São Paulo.

Micro-ultrassom, terapia focal e cirurgia robótica têm funções e indicações distintas e não são aplicáveis a todos os pacientes. A incorporação desses recursos amplia as possibilidades disponíveis desde a investigação até o tratamento. "A tecnologia amplia nossas possibilidades, mas não substitui a decisão médica. O mais importante é compreender a doença, avaliar o paciente individualmente e, a partir disso, definir a estratégia mais adequada", conclui Tomé.

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Fonte (canonical): https://portalnoticiasmg.com.br/servicos/urologista-leva-inovacao-cuidado-cancer-prostata-ao-interior-parana/
