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Unimed Aeromédica 30 anos: atuação nacional e 6,8 mi de vidas

Criada em Belo Horizonte em 1996, a Unimed Aeromédica completa 30 anos consolidada como uma das referências nacionais em transporte aeromédico. A empresa atende mais de 6,8 milhões de vidas, entre clientes de Unimeds, operadoras de autogestão e grandes empresas, e mantém atuação junto a dezenas de operadoras de saúde em todo o país.

A operação combina medicina, logística e gestão para coordenar o transporte de pacientes por vias aérea e terrestre. São, em média, 50 operações aéreas por mês, feitas com aeronaves de uso exclusivo sediadas em Belo Horizonte e uma rede de 14 aeronaves parceiras em Curitiba, Salvador e Belém.

Em três décadas, a empresa ultrapassou a marca de 13 milhões de quilômetros voados, numa rotina que exige integração entre equipes médicas, ambulâncias, aeronaves, aeroportos, hospitais e diferentes pontos de apoio.

O que mudou em 30 anos de operação

O modelo de atuação ganha peso diante das dimensões continentais do Brasil e das diferenças de infraestrutura entre as regiões. As aeronaves usadas nas remoções têm capacidade para operar em estruturas aeroportuárias menores e, em determinadas situações, em pistas de terra. Isso amplia as possibilidades de acesso e reduz o tempo de deslocamento de pacientes.

Quem acompanha o setor de saúde suplementar no interior sabe o que isso significa na prática. Um paciente que precisa de remoção entre uma cidade do Norte de Minas e um centro de referência depende de uma engrenagem que quase nunca aparece: avião na pista certa, equipe médica a bordo, ambulância esperando na chegada. Quando uma peça falha, o relógio corre contra o quadro clínico.

Mercado mais exigente e tecnológico

Ao completar três décadas, a Unimed Aeromédica acompanha a evolução de um mercado que passou a demandar cada vez mais especialização, tecnologia, planejamento e capacidade de gestão para garantir assistência médica durante todo o percurso.

A leitura de quem vive a rotina rural é direta: acesso não é luxo, é tempo. Para produtores e moradores de municípios com aeroporto pequeno ou pista de terra, a existência de uma operação preparada para pousar onde a estrutura é limitada muda o cálculo de uma emergência. Acompanhar transporte aeromédico no interior de Minas ajuda a entender por que essa logística virou prioridade para operadoras de saúde em todo o país.

Inácio Bicalho
Repórter de Interior e Agro
Do Norte de Minas, cobre o sertão mineiro, a seca, o pequeno produtor e as pautas que a capital ignora.
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