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Trump tira Venezuela de lista do tráfico de drogas

ResumoA Venezuela foi retirada da lista de países que falharam no combate ao tráfico de drogas por decisão anunciada por Donald Trump em comunicado nesta quarta-feira (16). Essa é a primeira vez em mais de 20 anos que o país deixa a relação, e o governo americano também sinalizou possível retirada da Colômbia.

Em comunicado nesta quarta (16), Trump anunciou a saída da Venezuela da lista de países que falharam no combate ao tráfico de drogas, primeira vez em mais de 20 anos, e sinalizou possível retirada da Colômbia.

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 16 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Trump tira Venezuela de lista do tráfico de drogas

Os Estados Unidos removeram a Venezuela da lista de países que falharam em combater de forma demonstrável o tráfico ilegal de drogas, a primeira vez em mais de 20 anos, segundo comunicado do presidente Donald Trump nesta quarta-feira (16). Trump afirmou que pode considerar remover também a Colômbia.

Segundo o comunicado, a medida reflete a cooperação com o governo interino venezuelano, liderado pela ex-vice de Nicolás Maduro, Delcy Rodríguez, após a deposição e prisão do ditador em janeiro. Trump citou resultados no combate às drogas, incluindo a morte do líder da gangue Tren de Aragua, conhecido como "Niño Guerrero". O país constava na lista desde 2005.

"Determinei que a Venezuela não deve mais ser classificada como um país que falhou de forma demonstrável em cumprir seus compromissos de controle de drogas. Espero ver um progresso contínuo e mensurável por parte do governo interino no desmantelamento de grupos narcoterroristas e na interrupção do tráfico de drogas por meio da Venezuela", disse Trump na determinação publicada pelo Departamento de Estado americano.

Sobre a Colômbia, Trump afirmou que o país "está pronto para retomar seu lugar como nossa principal parceira de segurança no hemisfério" após a eleição de Abelardo De La Espriella. "Se, como esperado, a Colômbia avançar na erradicação agressiva da coca e no desmantelamento de suas redes narcoterroristas ao longo do próximo ano, considerarei revogar a classificação do país como tendo 'falhado de forma demonstrável'", acrescentou.

A Colômbia foi incluída na lista por Trump no ano passado por não combater a produção de cocaína, em meio a trocas de acusações com o ex-presidente Gustavo Petro. Trump apoiou De La Espriella, que assumiu o cargo em agosto prometendo repressão rigorosa na área de segurança.

Mesmo com a saída da Venezuela, ambos os países continuam considerados pelos EUA como importantes centros de trânsito ou grandes produtores de drogas, ao lado de Afeganistão, Bahamas, Belize, Bolívia, Birmânia, China, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, Índia, Jamaica, Laos, México, Nicarágua, Paquistão, Panamá e Peru.

Para quem acompanha o noticiário internacional, a decisão sinaliza uma aposta dos EUA na cooperação com o governo interino venezuelano. O que resta saber é se o progresso citado por Trump se manterá mensurável ao longo do próximo ano, como ele mesmo condicionou.

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