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Trump ameaça Bombardier: venda nos EUA depende de produção local

ResumoDonald Trump ameaçou a Bombardier nesta segunda-feira (7) com restrição de vendas de aviões nos EUA caso a fabricante canadense não instale produção local. A declaração na Truth Social intensifica a disputa comercial entre Washington e Ottawa. A medida condiciona o acesso ao mercado americano à criação de fábricas em território dos EUA.

Trump ameaçou nesta segunda-feira (7) impedir a Bombardier de vender aviões nos EUA caso a empresa canadense não passe a produzir no país. A declaração, feita na Truth Social, é mais um capítulo da guerra comercial entre Washington e Ottawa.

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 07 de setembro de 2026 · 1 min de leitura
Trump ameaça Bombardier: venda nos EUA depende de produção local

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta segunda-feira (7) impedir a fabricante canadense Bombardier de vender aviões no mercado americano caso a empresa não passe a produzir no país. A declaração, publicada na rede Truth Social, amplia a guerra comercial entre Washington e Ottawa e reforça a estratégia de Trump de pressionar empresas a fabricar nos EUA.

"Não haverá mais vendas da Bombardier nos Estados Unidos! Os produtos deles não são bons o suficiente!", escreveu Trump. Segundo o presidente, se a empresa quiser acessar o mercado americano, terá de produzir seus aviões em território dos EUA.

A Casa Branca não informou como a ameaça seria colocada em prática nem quais medidas seriam adotadas. A Bombardier também não havia comentado a declaração até o fechamento desta matéria.

O episódio é o mais recente de uma escalada comercial que começou com o anúncio de tarifas americanas e a resposta canadense: o Canadá anunciou tarifas sobre 700 produtos americanos em retaliação ao tarifaço de Trump. A exigência sobre a Bombardier mostra que o presidente americano usa o acesso ao mercado dos EUA como moeda de pressão para trazer produção para o país.

Para quem acompanha o setor aéreo, a pergunta agora é como a medida seria executada na prática. A falta de detalhes da Casa Branca deixa o mercado sem saber se a restrição viria por decreto, por barreira regulatória ou por mudança nas regras de importação. A Bombardier, que tem sede no Canadá, ainda não se pronunciou.

A ameaça, se concretizada, afetaria diretamente as vendas da empresa no maior mercado de aviação do mundo. Mas, até aqui, o que existe é uma declaração presidencial. A distância entre a fala e a medida efetiva é o que define o próximo passo da disputa.

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