Troca de rins entre famílias permite transplante renal inédito entre hospitais no Brasil
Duas famílias que nunca haviam se encontrado tiveram o destino cruzado por uma troca de rins inédita entre hospitais no Brasil, entre a Santa Casa de Juiz de Fora e o Hospital das Clínicas da USP, em São Paulo. O procedimento permitiu que dois pacientes recebessem transplante gra
Troca de rins entre famílias permite transplante renal inédito entre hospitais no Brasil; entenda
Duas famílias que nunca haviam se encontrado tiveram o destino cruzado por uma troca de rins que nunca havia sido realizada entre hospitais diferentes no Brasil. O procedimento, feito entre a Santa Casa de Juiz de Fora e o Hospital das Clínicas da USP, em São Paulo, permitiu que dois pacientes recebessem um transplante graças à compatibilidade cruzada entre doadores.
No transplante renal pareado, quando um doador vivo não é compatível com o paciente que pretende ajudar, um sistema busca outra dupla na mesma situação. Se houver compatibilidade cruzada, os doadores trocam os receptores, permitindo que ambos os pacientes sejam transplantados.
Como funciona a troca de rins entre famílias
A modalidade é conhecida como transplante renal pareado. Um sistema computacional cruza dados de compatibilidade entre duplas de doadores e receptores que não são compatíveis entre si. Quando encontra uma correspondência cruzada, as famílias trocam os rins: o doador de uma dupla doa para o receptor da outra, e vice-versa.
Segundo especialistas, a técnica ajuda a ampliar o número de transplantes e reduzir o tempo de espera por um órgão. A expectativa é que o modelo seja incorporado futuramente ao sistema público de transplantes.
O caso inédito no Brasil
A troca ocorreu entre a Santa Casa de Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, e o Hospital das Clínicas da USP, na capital paulista. As duas famílias nunca haviam se encontrado antes do procedimento. O transplante entre hospitais diferentes é inédito no país.
A compatibilidade cruzada foi identificada pelo sistema, que uniu as duplas de forma remota. As cirurgias ocorreram simultaneamente nos dois hospitais, e ambos os pacientes receberam os novos rins.
Impacto no sistema de saúde
A expectativa, segundo a fonte, é que a técnica seja incorporada futuramente ao sistema público de transplantes. Isso pode representar um avanço na redução da fila de espera por rins no Brasil, onde milhares de pacientes aguardam por um órgão compatível.
O transplante renal pareado já é realizado em outros países, mas a novidade brasileira é a coordenação entre instituições diferentes, o que amplia as possibilidades de matching para pacientes sem doador compatível na própria família.
Perguntas Frequentes
O que é transplante renal pareado?
É uma modalidade em que duas duplas de doador e receptor incompatíveis trocam rins entre si, quando há compatibilidade cruzada.
Como funciona a compatibilidade cruzada?
Um sistema busca doadores e receptores em situação semelhante. Se o doador A for compatível com o receptor B, e o doador B com o receptor A, a troca é feita.
O transplante entre hospitais é comum no Brasil?
Não. O caso entre a Santa Casa de Juiz de Fora e o Hospital das Clínicas da USP é inédito no país.
A técnica será incorporada ao SUS?
Segundo especialistas, a expectativa é que o modelo seja incorporado futuramente ao sistema público de transplantes.
Quais os benefícios da troca de rins?
Amplia o número de transplantes e reduz o tempo de espera por um órgão compatível.