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Três Corações compra Yoki e Kitano: o que muda

ResumoO Grupo 3corações, dono do café Três Corações, concluiu a aquisição das operações da General Mills no Brasil, incluindo as marcas Yoki e Kitano. O negócio, anunciado em março, envolveu R$ 800 milhões. A transação amplia o portfólio da empresa em alimentos, como massas e snacks, sem alterar a gestão das marcas adquiridas.

O Grupo 3corações, dono do café Três Corações, concluiu a aquisição das operações da General Mills no Brasil, incluindo Yoki e Kitano. Negócio foi anunciado em março e envolve R$ 800 milhões.

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 07 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Três Corações compra Yoki e Kitano: o que muda

O Grupo 3corações, dono do café Três Corações, concluiu na quarta-feira (2) a aquisição das operações da General Mills no Brasil, incluindo as marcas Yoki e Kitano. A operação foi anunciada em março deste ano, com valor estimado de R$ 800 milhões. Com a incorporação, a empresa passa a contar com 12,7 mil funcionários e presença em mais de 600 mil pontos de venda em todo o País.

Para quem consome alimentos industrializados no dia a dia, a mudança pode passar despercebida nas prateleiras, mas mexe com a estrutura de quem produz. A Yoki é presença certa no arroz, no feijão e nos temperos de muita casa mineira. A Kitano, por sua vez, domina o corredor de massas e molhos. Agora, ambas passam a dividir o mesmo guarda-chuva do café Três Corações, marca conhecida em qualquer mesa de bar ou cozinha do interior.

A aquisição inclui instalações da General Mills, como a unidade produtiva de Pouso Alegre, no Sul de Minas. Também fazem parte da operação o escritório administrativo em São Bernardo do Campo (SP) e outra unidade produtiva em Campo Novo do Parecis (MT). Ou seja, além das marcas, o Grupo 3corações herda estrutura física e logística em três estados.

Na prática, o consumidor deve ver pouca diferença imediata. As marcas Yoki e Kitano continuam existindo, com os mesmos produtos nas gôndolas. Mas a concentração de mercado tende a fortalecer o poder de negociação da empresa com fornecedores e redes varejistas, o que pode se refletir em preços ou na variedade de itens ao longo do tempo.

A operação também reforça a presença do interior de Minas no mapa nacional dos grandes grupos alimentícios. Pouso Alegre, cidade que já respira o agronegócio e a indústria, ganha relevância como polo produtivo dentro de uma companhia que agora disputa espaço entre as maiores do setor no Brasil.

Para o produtor rural e o pequeno comerciante, o movimento sinaliza um mercado cada vez mais consolidado. Quem negocia com grandes redes já sente o peso disso. Resta acompanhar como a integração das operações vai se desenrolar nos próximos meses, especialmente nas unidades de Pouso Alegre e Campo Novo do Parecis.

mercado de alimentos em Minas Gerais

A comunidade local, que acompanha de perto o vai e vem das indústrias na região, espera que a chegada do novo controle mantenha os empregos e a produção. A compra, afinal, não é só papelada. Ela mexe com o chão de fábrica e com a renda de quem vive do trabalho nessas unidades.

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