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Tratamento experimental reduz substância ligada a infarto e AVC

ResumoO tratamento experimental com inibidor de RNA, testado em estudo da The Lancet, reduziu em até 97% a lipoproteína associada a infarto e AVC. O efeito da droga persiste por até 11 meses após a administração. A substância alvo é a lipoproteína(a), fator de risco cardiovascular independente. Os dados indicam potencial terapêutico para prevenção de eventos cardíacos e cerebrais.

Um tratamento experimental com inibidor de RNA reduziu em até 97% a lipoproteína, substância ligada a infarto e AVC, com efeito que dura até 11 meses. Estudo da The Lancet traz os dados.

Cláudia Resende
Cláudia Resende Repórter de Saúde e Educação · 31 de agosto de 2026 · 1 min de leitura
Tratamento experimental reduz substância ligada a infarto e AVC

Um tratamento experimental para reduzir a lipoproteína, substância diretamente associada ao risco de infarto e AVC, mostrou resultados promissores em teste clínico de fase 1. O medicamento, chamado Kylo-11, é um inibidor de RNA de interferência que interrompe a produção da substância no fígado.

Segundo o estudo publicado na revista The Lancet, uma única dose subcutânea de 600 mg, a mais alta testada, reduziu os níveis de lipoproteína em 97%. Em pacientes que receberam doses a partir de 225 mg, a redução durou até 48 semanas, o equivalente a aproximadamente 11 meses.

O Kylo-11 atua de forma diferente dos silenciadores de RNA convencionais. Ele se liga em dois locais diferentes, criando um reservatório intracelular mais estável e duradouro no fígado. Isso explica a duração do efeito.

O teste foi realizado em 71 pacientes, que apresentaram reações leves ou moderadas. Não houve reações graves nem mortes relacionadas ao tratamento. Para quem depende de medicação contínua, a possibilidade de injeções com intervalos maiores pode facilitar a adesão, já que o tratamento padrão atual exige uso por toda a vida.

Por ser um estudo de fase 1, focado em segurança e dosagem, os pesquisadores apontam que ainda é necessário testar o medicamento em uma população mais diversa. Estudos futuros precisarão confirmar se a redução química da substância se traduz em menos infartos e AVCs no dia a dia.

A notícia traz alívio, mas também exige cautela. Ainda não há previsão de disponibilidade do Kylo-11. Quem tem histórico de doenças cardiovasculares deve manter o acompanhamento médico regular e seguir o tratamento prescrito. Informação checada é o primeiro passo para decisões seguras sobre a saúde da sua família.

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