Tarifaço: 18% das exportações aos EUA serão afetadas, diz ministro
O ministro da Economia afirmou que 18% das exportações brasileiras aos Estados Unidos serão afetadas pelo novo tarifaço, totalizando US$ 7,4 bilhões. O anúncio gerou reações no mercado e no governo, que avalia medidas de proteção à indústria nacional.
O ministro da Economia afirmou que o novo tarifaço dos Estados Unidos afetará 18% das exportações brasileiras ao país norte-americano, o que corresponde a US$ 7,4 bilhões. O anúncio foi feito durante coletiva nesta quarta-feira, em Brasília. O governo acompanha os desdobramentos e prepara medidas de proteção aos setores mais expostos.
O tarifaço atinge diretamente 18% do que o Brasil vende aos EUA. Em valores, são US$ 7,4 bilhões em produtos que terão sobretaxa. O ministro disse que a pasta já mapeou os setores mais afetados: siderurgia, alumínio, café, suco de laranja e carne bovina. "Vamos defender nossos produtores e trabalhadores", afirmou, citando a abertura de negociações com o governo americano.
O impacto do tarifaço sobre as exportações brasileiras aos EUA foi classificado pelo ministro como "significativo, mas não catastrófico". O Brasil responde por cerca de 2% das importações americanas. A medida americana, que eleva tarifas para 25% sobre aço e alumínio e para 10% sobre outros produtos, deve entrar em vigor em 90 dias. O governo brasileiro já acionou a Organização Mundial do Comércio (OMC) e estuda retaliações em setores como soja, milho e aviões.
Para as famílias mineiras, o tarifaço pode ter efeito indireto. Se o Brasil retaliar com sobretaxa sobre produtos americanos, itens como trigo, milho e medicamentos importados dos EUA podem ficar mais caros. A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) informou que monitora os preços e que a cesta básica não deve ser afetada no curto prazo. O ministro garantiu que o governo vai priorizar o bolso do consumidor.
O setor de café, importante para Minas Gerais, está na mira. O estado responde por metade da produção nacional. A Associação dos Cafeicultores estima que 15% do café mineiro exportado aos EUA pode perder competitividade. O ministro disse que o governo estuda subsídios e linhas de crédito para os produtores. "Não vamos deixar o cafeicultor mineiro desamparado", declarou.
O tarifaço também mexe com o mercado de trabalho. A indústria siderúrgica emprega 30 mil pessoas em Minas Gerais. O Sindicato dos Metalúrgicos calcula que 5 mil postos podem ser afetados. O governo anunciou um pacote de R$ 2 bilhões em crédito para empresas que mantiverem empregos. O ministro pediu calma: "Vamos negociar com os EUA e proteger o emprego do brasileiro".
O Brasil não está sozinho. A União Europeia, o Canadá e o México também foram alvo do tarifaço. O ministro afirmou que o país busca alianças na OMC para pressionar os EUA. "A comunidade internacional precisa reagir de forma coordenada", disse. O governo também avalia a criação de um fundo de compensação para exportadores, nos moldes do que foi feito na pandemia.
Para quem depende do comércio com os EUA, a orientação é buscar novos mercados. O Ministério da Economia exportações Brasil para China já iniciou missões comerciais para Ásia e Oriente Médio. O ministro citou a China como destino prioritário. "Vamos diversificar para não depender de um só parceiro", afirmou. A expectativa é que o tarifaço seja temporário e que a negociação reduza o impacto.
Perguntas Frequentes
O que é o tarifaço americano?
É a elevação de tarifas de importação imposta pelos Estados Unidos sobre produtos de vários países, incluindo o Brasil. As alíquotas vão de 10% a 25%.
Quais setores brasileiros serão mais afetados?
Siderurgia, alumínio, café, suco de laranja e carne bovina. Juntos, esses setores somam US$ 7,4 bilhões em exportações aos EUA.
O governo brasileiro vai retaliar?
Sim. O Brasil acionou a OMC e estuda sobretaxar produtos americanos como soja, milho e medicamentos. A decisão final sai em 30 dias.
O tarifaço vai aumentar o preço dos alimentos no Brasil?
O ministro afirmou que não no curto prazo. Se houver retaliação, itens como trigo e milho importados dos EUA podem ficar mais caros.
Como o trabalhador mineiro será protegido?
O governo anunciou R$ 2 bilhões em crédito para empresas que mantiverem empregos. Setores como siderurgia e café terão linhas específicas.