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Tarifaço dos EUA: setores pedem diálogo em vez de retaliação imediata

ResumoO tarifaço dos EUA, com taxa de 12,5% sobre produtos brasileiros, levou entidades empresariais a pedirem diálogo ao governo brasileiro. O Planalto considera a medida arbitrária e prepara retaliação pela Lei de Reciprocidade, mas setores produtivos defendem negociação para evitar escalada da tensão com o governo Trump.

Após os EUA anunciarem tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros, entidades empresariais pedem que o governo insista no diálogo para evitar escalada da tensão com Trump. O Planalto considera a medida arbitrária e prepara retaliação pela Lei de Reciprocidade.

Daniele Xavier
Daniele Xavier Repórter de Cidades · 24 de julho de 2026 · 2 min de leitura
Tarifaço dos EUA: setores pedem diálogo em vez de retaliação imediata

Tarifaço dos EUA: setores veem risco e pedem diálogo em vez de retaliação

Moradores da região metropolitana de Belo Horizonte que dependem de produtos importados ou que trabalham em setores ligados ao comércio exterior já sentem o impacto do novo tarifaço americano. A medida, anunciada pelo governo de Donald Trump, impõe uma sobretaxa de 12,5% sobre produtos brasileiros, o segundo aumento em poucos dias.

O primeiro tarifaço, de 25%, foi justificado pela Casa Branca com a alegação de que o Brasil adota práticas desleais contra empresários americanos. Já o mais recente, de 12,5%, baseia-se na conclusão dos EUA de que dezenas de países, incluindo o Brasil, falharam ao proibir ou fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

Entidades pedem cautela

Após o governo Lula anunciar que prepara o uso da Lei de Reciprocidade como resposta, entidades empresariais defenderam que o Brasil insista nas negociações. O temor é que uma retaliação imediata "escalasse" a tensão com o governo Trump, prejudicando ainda mais a economia.

A resposta do Planalto

O Palácio do Planalto classificou a medida como de "caráter completamente arbitrário e injustificado". Em nota, o governo afirmou que iniciará "imediatamente" os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade e que levará o tema à Organização Mundial do Comércio (OMC).

O que esperar

Enquanto o governo prepara a retaliação, o setor produtivo aposta no diálogo. A recomendação é que o Brasil negocie antes de agir com reciprocidade, evitando um conflito comercial que pode elevar preços e reduzir exportações.

Perguntas Frequentes

O que é a Lei de Reciprocidade?

É um instrumento legal que permite ao Brasil aplicar medidas equivalentes a tarifas ou barreiras impostas por outros países contra produtos nacionais.

Qual a diferença entre os dois tarifaços?

O primeiro, de 25%, foi por práticas desleais. O segundo, de 12,5%, por falha na fiscalização de trabalho forçado.

O que o Brasil pode fazer na OMC?

O país pode questionar a legalidade das tarifas e pedir sanções comerciais contra os EUA.

As tarifas afetam o consumidor brasileiro?

Sim, podem encarecer produtos importados e reduzir a competitividade de setores exportadores.

Quando as medidas começam a valer?

O governo ainda não divulgou prazos, mas os trâmites para a Lei de Reciprocidade já foram iniciados.

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