SUS realiza 7,5 milhões de cirurgias eletivas até julho de 2026
O Ministério da Saúde informou, na última segunda-feira (14), que o SUS realizou cerca de 7,5 milhões de cirurgias eletivas entre janeiro e julho de 2026. O número representa aumento de 8% na comparação com o mesmo período de 2025 e mantém a trajetória de crescimento desses procedimentos nos últimos anos.
O avanço não ficou concentrado em uma região. Cerca de 20 estados registraram aumento no volume de cirurgias eletivas, caso de Minas Gerais, que cresceu 13% no período. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, atribui o resultado a um trabalho contínuo de expansão da capacidade do SUS, com o objetivo de atender com mais agilidade quem aguarda por uma cirurgia em todas as regiões do país.
O que são cirurgias eletivas e por que a fila existe
Cirurgias eletivas são procedimentos planejados e agendados com antecedência. Não entram em situações de urgência ou emergência e, por isso, não representam risco imediato ao paciente. Exigem exames pré-operatórios detalhados, avaliação do estado geral de saúde e a escolha do melhor momento para o paciente e a equipe médica.
A contrapartida desse planejamento é a espera. Quem realiza esses procedimentos pelo SUS pode precisar entrar em uma fila. A lista inclui desde correções de saúde planejadas, como cirurgias de hérnia e remoção de pedra na vesícula, até procedimentos estéticos, como abdominoplastia e rinoplastia.
Agora Tem Especialistas e a série histórica
O programa Agora Tem Especialistas, instituído pelo Ministério da Saúde, aparece como um dos fatores por trás da alta. A atuação começou em maio de 2025, com o objetivo de reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias eletivas no SUS.
A comparação entre os dois anos ajuda a dimensionar o movimento. Entre janeiro e junho de 2025, foram realizados 2.658.742 procedimentos inseridos no rol do programa. No mesmo período de 2026, o número chegou a 2.923.242. Em todo o ano de 2025, o SUS registrou cerca de 14,9 milhões de cirurgias eletivas.
A projeção do Ministério da Saúde é que o crescimento continue em 2026, contribuindo para reduzir as filas de média e alta complexidade.