Supremo Tribunal Federal: sessão tem divergência sobre rito
Sessão do Supremo Tribunal Federal foi retomada às 15h30 após mais de duas horas suspensa. Ministros divergem sobre questão de ordem que pede análise conjunta dos casos de Moraes e Mendonça e redistribuição da relatoria por sorteio.
A sessão do Supremo Tribunal Federal desta terça-feira (15) foi marcada por divergências sobre o rito de julgamento dos casos que envolvem os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. A discussão gira em torno de uma questão de ordem sobre reunir ou separar as duas análises. A sessão ficou suspensa por mais de duas horas e foi retomada às 15h30.
A questão de ordem foi levantada pelo ministro Flávio Dino e apresentada pelo decano Gilmar Mendes durante a manhã. O ponto central pedia a análise em conjunto de dois documentos: o relatório da Polícia Federal que mostra relação entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, e o relatório de inteligência da PF que questiona a atuação de André Mendonça na condução dos casos Master e INSS.
Além da reunião dos casos, o questionamento previa outros três pontos. A redistribuição da relatoria dos casos por sorteio. A abertura de prazo para manifestação da Procuradoria-Geral da República. E a identificação dos magistrados mencionados no processo envolvendo o Banco Master.
O impasse sobre o rito tem efeito prático para quem acompanha o andamento processual. Reunir ou separar os casos muda o calendário de decisões, o ministro responsável por cada etapa e o momento em que a PGR se manifesta. Para as partes citadas nos relatórios, a definição do rito altera também a ordem de resposta e o foro onde cada questão será analisada.
A sessão foi retomada após a suspensão, e os ministros voltaram a discutir o pedido de análise conjunta. A votação da questão de ordem define se os dois relatórios seguem em um único fluxo ou em caminhos separados, com relatores distintos sorteados.
O caso envolvendo o Banco Master permanece em análise, e a identificação dos magistrados mencionados no processo é um dos pontos previstos na questão de ordem. Novos desdobramentos devem ocorrer nas próximas sessões, quando o colegiado retomar a discussão sobre o rito.