# O STF no banco dos réus: o que mudou no julgamento

> O Supremo Tribunal Federal (STF) tornou-se alvo de julgamento político em 2025, com os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça sob escrutínio por supostas irregularidades. O debate público deslocou-se da análise jurídica para a disputa partidária, ampliando a polarização e exigindo do eleitor atenção redobrada às fontes e aos interesses envolvidos nas acusações.

*Portal Notícias MG · Serviços · 15 de setembro de 2026 · Inácio Bicalho*

O Plenário do STF vira alvo de julgamento político enquanto Moraes e Mendonça são julgados por supostas irregularidades. Entenda o que mudou no debate público e o que isso significa para o eleitor.

Hoje é dia de o Supremo Tribunal Federal sentar-se no banco dos réus. Mais do que julgar o comportamento pessoal do ministro Alexandre de Moraes, hoje, e de André Mendonça, no dia 23, o Plenário do STF está sendo submetido a um julgamento político. É o que sustenta o jornalista Paulo Cesar de Oliveira, diretor-geral da revista Viver Brasil, em artigo publicado na Tribuna Livre.

Na leitura dele, não faltam indícios fortes de que tanto Moraes quanto Mendonça tenham cometido irregularidades que mereçam punição. A questão, escreve, não é essa. Pelas pressões que se assistem hoje, fica evidente que um e outro, mas especialmente Moraes, são alvos políticos por sentenças que proferiram atingindo chamadas lideranças políticas.

## O que mudou no debate público

A evidência disso, segundo o articulista, aparece no horário de propaganda eleitoral: candidatos fazem promessas raivosas de acabar com os superpoderes do STF, poderes que, segundo ele, não eram notados antes, só depois que a Corte puniu conspiradores. O argumento central é que o Supremo não tem superpoderes. É apenas a instância máxima, que precisa julgar, como as demais, de acordo com a lei.

O efeito dos dois julgamentos sobre as eleições, admite o autor, não é possível medir. Moraes é acusado de, com seus atos, beneficiar Lula; Mendonça, de beneficiar os Bolsonaros. O que os resultados deixam claro, para ele, é que não dá para continuar convivendo com os problemas atuais. E colocam nós, eleitores, na obrigação de sermos mais seletivos nas escolhas.

## O que a comunidade espera

De acordo com o artigo, serão necessárias reformas para aperfeiçoar as instituições. O autor não ousa propô-las, porque essa tarefa cabe ao Poder Legislativo. Daí, escreve, a necessidade de escolher bem em quem votar: gente preparada, com passado limpo, não simplesmente valentões que prometem tudo fazer e demonstram não conhecer nem os limites da própria atuação.

O recado final é direto ao eleitor: as mudanças que o país precisa em todas as áreas, econômica, política, penal, saúde, educação, começam com o seu voto. reforma política e voto consciente

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