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Setor de árvores cultivadas teme protecionismo dos EUA; entenda

ResumoO setor de árvores cultivadas no Brasil enfrenta apreensão com o protecionismo dos EUA. Produtores de celulose no interior de Minas Gerais já registram pressão nas exportações. A guerra comercial entre os países pode redefinir rotas logísticas e preços internacionais, impactando diretamente a competitividade da indústria brasileira.

O setor de árvores cultivadas no Brasil teme os efeitos do protecionismo dos EUA. Produtores do interior de Minas já sentem a pressão nas exportações de celulose. A guerra comercial pode redefinir rotas e preços.

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 17 de julho de 2026 · 2 min de leitura
Setor de árvores cultivadas teme protecionismo dos EUA; entenda

Setor de árvores cultivadas teme protecionismo dos EUA; entenda

O setor de árvores cultivadas no Brasil teme os efeitos do protecionismo dos EUA sobre a celulose e o papel. Produtores do interior de Minas Gerais, maior estado produtor do país, já sentem a pressão nas exportações. A guerra comercial pode redefinir rotas e preços.

Segundo a Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), o Brasil exportou US$ 8,3 bilhões em celulose em 2025, sendo 15% para os EUA. Com tarifas de 25% anunciadas por Washington, o setor teme perda de competitividade. "Se fechar a porta dos EUA, a gente perde uma fatia grande do negócio", diz João Batista, produtor de eucalipto em Montes Claros (MG).

O que está em jogo

As tarifas dos EUA miram a celulose brasileira, que responde por 30% da produção global. O Brasil é o segundo maior exportador mundial, atrás apenas do Canadá. Para o interior de Minas, onde 70% da celulose nacional é produzida, o impacto é direto. "A gente plantou pensando no mercado americano. Agora tem que correr atrás de China e Europa", afirma o produtor.

Como o protecionismo afeta o produtor rural

O produtor rural de árvores cultivadas vive da previsibilidade. Com tarifas, o preço da celulose caiu 8% no mercado internacional desde o anúncio. Em cidades como Três Marias e São Francisco, a renda familiar depende da venda de madeira para as fábricas. A seca prolongada já apertou o bolso; agora, o protecionismo dos EUA ameaça o que restou.

O que dizem os dados oficiais

O Banco Central, em seu Relatório de Inflação de março de 2026, aponta que as exportações de celulose devem cair 12% em 2026 se as tarifas forem mantidas. Já o IBGE registrou que o setor de árvores cultivadas emprega 1,2 milhão de pessoas no Brasil, com 200 mil só em Minas Gerais.

Estratégias de saída

Produtores e associações buscam alternativas. A Ibá negocia acordos com a União Europeia e a China, que juntos compram 60% da celulose brasileira. "Não vamos ficar parados. O mundo é maior que os EUA", diz o presidente da Ibá. Em paralelo, o governo brasileiro estuda medidas de retaliação, mas o produtor rural quer é vender.

Perguntas Frequentes

O que é protecionismo dos EUA?

É a imposição de tarifas e barreiras para proteger a indústria local. No caso, os EUA taxam a celulose brasileira em 25%.

Como isso afeta o produtor de Minas?

O preço da celulose cai, reduzindo a renda de quem vende madeira para as fábricas. A seca já prejudicou; agora, o mercado externo fecha.

O Brasil pode retaliar?

Sim, o governo pode taxar produtos americanos, mas o setor prefere negociar novos mercados.

Quanto o Brasil exporta de celulose?

US$ 8,3 bilhões em 2025, segundo a Ibá. Os EUA são o terceiro maior comprador.

O que o produtor pode fazer?

Diversificar mercados, investir em certificação e buscar contratos de longo prazo com China e Europa.

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