# Saldo das operações de crédito avança 0,7% em junho e soma R$ 7,4 trilhões

> O estoque das operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional alcançou R$ 7,4 trilhões em junho, com crescimento de 0,7% no mês. A inadimplência manteve-se em 4,7%, maior taxa da série histórica do Banco Central desde 2011. O avanço foi puxado pelo crédito às empresas, enquanto as famílias reduziram a tomada de recursos.

*Portal Notícias MG · Serviços · 30 de julho de 2026 · Inácio Bicalho*

O estoque das operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional somou R$ 7,4 trilhões em junho, alta de 0,7% no mês. A inadimplência se manteve em 4,7%, a maior taxa da série histórica do Banco Central desde 2011. O crédito às empresas puxou o avanço, enquanto famílias reduzira

O estoque das operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional somou R$ 7,4 trilhões em junho, uma alta de 0,7% no mês. Os dados constam no Relatório de Estatísticas Monetária e de Crédito, divulgado nesta quinta-feira (30) pelo Banco Central.

De acordo com a autoridade monetária, o resultado decorreu do avanço de 1,5% nas operações com pessoas jurídicas (R$ 2,7 trilhões) e de 0,2% nas com pessoas físicas (R$ 4,6 trilhões). Em 12 meses, o crédito total aumentou 9,7%, com alta de 7,9% no crédito às empresas e de 10,8% às famílias.

## O que puxou o crédito em junho?

O saldo das operações de crédito com recursos livres, ou seja, negociados diretamente com o mercado, totalizou R$ 4,2 trilhões em junho, elevação de 0,7% no mês e de 7,5% em 12 meses.

No crédito livre às empresas, o saldo da carteira cresceu 1,9% no mês, somando R$ 1,6 trilhão. Na avaliação do BC, foram determinantes para esse desempenho as elevações nas operações de desconto de duplicatas e outros recebíveis, influenciadas por fatores sazonais.

Já no crédito livre às famílias, houve um recuo para R$ 2,5 trilhões, redução de 0,1% no mês. Para o BC, as reduções das carteiras de aquisição de veículos e de crédito pessoal não consignado sem garantias reais foram determinantes para esse resultado.

## Taxa de juros e spread bancário

Segundo o Banco Central, a taxa média de juros das concessões alcançou 33,4% ao ano no período. O spread bancário, que mede a diferença entre as taxas médias de juros das operações de crédito e o custo de captação, manteve-se estável na comparação a maio, situando-se em 21,9 pontos percentuais.

## Inadimplência: maior nível da série histórica

A inadimplência da carteira de crédito total do Sistema Financeiro Nacional situou-se em 4,7% em junho, o mesmo patamar de maio. É a maior taxa da série histórica iniciada em março de 2011.

Em 12 meses, a inadimplência da carteira de crédito subiu 1,0 ponto percentual. Nas operações com pessoas jurídicas e com pessoas físicas, a inadimplência permaneceu estável no mês, situando-se em 3,2% e 5,6%, respectivamente.

## Endividamento e comprometimento de renda

O Banco Central também atualizou os dados de endividamento referentes ao mês de maio. No mês, o endividamento das famílias situou-se em 49,8%, com redução de 0,1 ponto percentual no mês e elevação de 0,9 ponto percentual em 12 meses.

Em maio, o comprometimento de renda das famílias aumentou 0,1 ponto percentual, na comparação mensal, situando-se em 28,5%.

## O que esperar do crédito nos próximos meses?

Os dados de junho mostram um mercado de crédito ainda pressionado pela inadimplência histórica, mas com sinais de resiliência no crédito às empresas. A redução no crédito livre às famílias, especialmente em veículos e crédito pessoal, sugere cautela do consumidor diante dos juros elevados.

A estabilidade do spread bancário em 21,9 p.p. indica que os bancos mantêm a margem, mesmo com a taxa Selic em patamar elevado. Para quem busca crédito, a recomendação é comparar o CET (Custo Efetivo Total) entre instituições e priorizar modalidades consignadas ou com garantia, que costumam ter juros menores.

## Perguntas Frequentes

### O que é o spread bancário?

O spread bancário é a diferença entre a taxa de juros que os bancos cobram dos tomadores de crédito e o custo de captação dos recursos. Em junho, ficou em 21,9 p.p., estável ante maio.

### Qual a taxa média de juros das concessões em junho?

Segundo o Banco Central, a taxa média de juros das concessões alcançou 33,4% ao ano no período.

### A inadimplência subiu em junho?

Não. A inadimplência total se manteve em 4,7%, mesma taxa de maio, mas é o maior nível da série histórica iniciada em 2011.

### O que puxou o crédito em junho?

O crédito a pessoas jurídicas cresceu 1,5% no mês, influenciado por operações de desconto de duplicatas e recebíveis. Já o crédito a pessoas físicas subiu apenas 0,2%.

### Como está o endividamento das famílias?

Em maio, o endividamento das famílias ficou em 49,8%, com redução de 0,1 p.p. no mês, mas alta de 0,9 p.p. em 12 meses. O comprometimento de renda subiu para 28,5%.

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Fonte (canonical): https://portalnoticiasmg.com.br/servicos/saldo-operacoes-credito-avanca-07-junho-soma-r-74-trilhoes/
