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Safra de café em Minas Gerais deve alcançar 33,4 milhões de sacas em 2026

ResumoA safra de café arábica em Minas Gerais deve alcançar 33,4 milhões de sacas em 2026, segundo levantamento do Sistema Faemg Senar realizado em 5.155 propriedades de 269 municípios. O volume supera em 1,8% a projeção da Conab divulgada em maio.

Levantamento do Sistema Faemg Senar, feito em 5.155 propriedades de 269 municípios, aponta safra de café arábica de 33,4 milhões de sacas em Minas Gerais em 2026, volume 1,8% acima da projeção da Conab de maio.

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 14 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Safra de café em Minas Gerais deve alcançar 33,4 milhões de sacas em 2026

A safra de café arábica em Minas Gerais deve alcançar 33,4 milhões de sacas em 2026, segundo a primeira Pesquisa Safra Café, lançada pelo Sistema Faemg Senar nesta quarta-feira (9/9), no Centro de Excelência em Cafeicultura, em Varginha, no Sul de Minas. O levantamento ouviu produtores de 5.155 propriedades rurais em 269 municípios e cobriu cerca de 90% da produção de café arábica nas quatro regiões cafeeiras do estado.

A estimativa de 33,4 milhões de sacas é 1,8% superior à projeção divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em maio, e 4,7% acima da estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apresentada em março. Na comparação com a projeção da Conab para a safra de 2025, o crescimento chega a aproximadamente 32,5%.

Segundo o Sistema Faemg Senar, a comparação não busca estabelecer disputa entre estatísticas, mas complementar as informações sobre a produção a partir de dados primários coletados no campo. "Precisamos produzir informações confiáveis para dar visibilidade ao setor, orientar decisões e fortalecer a representação dos produtores", disse o presidente do Sistema Faemg Senar, Antônio de Salvo.

A iniciativa surgiu de um desafio identificado pela Comissão Técnica de Café da Faemg. O levantamento reúne dados sobre área cultivada, produtividade, ritmo da colheita, volume já produzido, carga remanescente nas lavouras, condições climáticas e fitossanitárias e expectativas dos cafeicultores. Os dados passaram por metodologia estatística com respaldo científico da Universidade Federal de Lavras (UFLA), por meio do Centro de Inteligência em Mercados.

Para a analista de Agronegócio do Sistema Faemg Senar, Ana Carolina Gomes, a informação colhida direto no campo ajuda o produtor a decidir. "A estatística traz segurança e uma visão de planejamento e tomada de decisão. Vou plantar mais? Vou melhorar a produtividade? Vou diminuir custos?", destacou.

O levantamento também considera os desafios climáticos dos últimos anos. Ondas de calor, irregularidade das chuvas e precipitações durante a colheita vêm exigindo maior resiliência e planejamento dos produtores. Como é a primeira edição, o Sistema Faemg Senar ainda não tem série histórica própria, mas a expectativa é ampliar a pesquisa nos próximos anos, alcançando outros estados e espécies de café.

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