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Safra de café em Minas Gerais deve alcançar 33,4 milhões de sacas em 2026

A safra de café arábica em Minas Gerais deve alcançar 33,4 milhões de sacas em 2026, segundo a primeira Pesquisa Safra Café do Sistema Faemg Senar, lançada nesta quarta-feira (9/9) no Centro de Excelência em Cafeicultura, em Varginha, no Sul de Minas.

O levantamento ouviu produtores de 5.155 propriedades rurais em 269 municípios, cobrindo cerca de 90% da produção de café arábica nas quatro regiões cafeeiras do estado. A estimativa é 1,8% superior à projeção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgada em maio, e 4,7% acima da estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apresentada em março. Na comparação com a projeção da Conab para 2025, o número representa crescimento de aproximadamente 32,5%.

O que diz o Sistema Faemg Senar

Para o presidente do Sistema Faemg Senar, Antônio de Salvo, a pesquisa soma dados aos levantamentos existentes. "Precisamos produzir informações confiáveis para dar visibilidade ao setor, orientar decisões e fortalecer a representação dos produtores", afirmou. Segundo ele, a iniciativa é o pontapé inicial para construir uma série histórica da cafeicultura brasileira a partir do campo.

A analista de Agronegócio do Sistema Faemg Senar, Ana Carolina Gomes, destaca o efeito da informação sobre a rotina de quem planta. "A estatística traz segurança e uma visão de planejamento e tomada de decisão", disse. A pesquisa reúne dados sobre área cultivada, produtividade, ritmo da colheita, volume já produzido, carga remanescente nas lavouras e condições climáticas e fitossanitárias.

Metodologia e próximos passos

Os dados passaram por metodologia estatística com respaldo científico da Universidade Federal de Lavras (UFLA), por meio do Centro de Inteligência em Mercados. Como é a primeira edição, o Sistema Faemg Senar ainda não tem série histórica própria para comparar a evolução da produção ao longo dos anos. A expectativa é ampliar o levantamento nos próximos anos, alcançando outros estados e espécies de café.

O estudo também considera os desafios climáticos recentes, como ondas de calor, chuvas irregulares e precipitações durante a colheita. Para o produtor mineiro, o dado de 33,4 milhões de sacas serve menos como manchete e mais como referência para decidir plantio, custo e mão de obra na próxima temporada.

Sérgio Tadeu Mafra
Repórter de Economia Regional
De Uberlândia, cobre economia do Triângulo e agronegócio mineiro com dado na mão e linguagem clara.
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