Rodoviários do Rio não chegam a acordo com patrões: greve pode afetar transporte
Após rodada de negociação frustrada, rodoviários do Rio não chegam a acordo com patrões e podem parar frota de ônibus. Entenda o impasse e os próximos passos.
Rodoviários do Rio não chegam a acordo com patrões e a população já se prepara para possíveis impactos no transporte público. A negociação, que se arrasta há semanas, terminou sem consenso na madrugada desta quarta-feira (23), segundo o sindicato da categoria.
A rodoviários do Rio não chegam a acordo com patrões por divergências salariais e de benefícios. O Sindicato dos Rodoviários do Rio de Janeiro (Sintraturb) afirma que a proposta patronal ficou aquém do esperado, enquanto o Sindicato das Empresas de Ônibus (Rio Ônibus) alega dificuldades financeiras. O impasse pode resultar em greve a partir da próxima segunda-feira (28).
Por que a negociação travou?
O principal ponto de discórdia é o reajuste salarial. Os rodoviários pedem reposição da inflação medida pelo INPC mais ganho real, enquanto os patrões oferecem percentual abaixo do índice. A ausência de acordo reflete o cenário nacional de custos altos e receitas pressionadas.
Reivindicações da categoria
- Reajuste salarial de 12% (INPC de 8% + 4% real)
- Vale-refeição de R$ 30 por dia
- Plano de saúde integral
- Fim da terceirização de linhas
Segundo o Sintraturb, a proposta patronal foi de apenas 5% de reajuste, sem ganho real. "É inaceitável", afirmou o presidente do sindicato, Sebastião José, em assembleia na noite de terça (22).
O que dizem os patrões
A Rio Ônibus alega que o setor enfrenta queda de passageiros e aumento de custos operacionais. Em nota, a entidade afirmou que a proposta de 5% é o máximo possível sem comprometer o equilíbrio financeiro.
Contexto do transporte no Rio
O sistema de ônibus do Rio transporta cerca de 2,5 milhões de passageiros por dia útil (Prefeitura do Rio, dados de 2025). Uma greve geral pararia a maior parte da frota, afetando principalmente a Zona Norte e a Baixada Fluminense.
Próximos passos
- Quinta (24): nova assembleia dos rodoviários
- Sexta (25): mediação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT)
- Segunda (28): possível início da greve, se não houver acordo
A rodoviários do Rio não chegam a acordo com patrões, mas ainda há chance de conciliação. O TRT convocou audiência de conciliação para sexta-feira (25). Se não houver avanço, a greve pode começar na segunda (28), às 0h.
Impacto na mobilidade
- Ônibus: 80% da frota pode parar
- BRT: linhas municipais podem ser afetadas
- Metrô e trem: operam normalmente
- Alternativas: aplicativos de transporte e bicicletas
Perguntas Frequentes
Quando a greve dos rodoviários do Rio começa?
A greve está prevista para começar na segunda-feira (28), se não houver acordo até sexta (25).
O que os rodoviários estão pedindo?
Reajuste salarial de 12%, vale-refeição de R$ 30, plano de saúde e fim da terceirização.
O que os patrões oferecem?
Reajuste de 5%, sem ganho real, e manutenção dos benefícios atuais.
Como saber se a greve vai acontecer?
Acompanhe as assembleias do Sintraturb e a mediação no TRT. A decisão final sai na sexta (25).
A greve afeta o BRT?
Sim, as linhas municipais de BRT operadas por empresas de ônibus podem ser paralisadas.
O que fazer se a greve começar?
Planeje rotas alternativas com metrô, trem ou aplicativos. Prefeitura pode reforçar frota de BRT.
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