Retaliação do Canadá às tarifas americanas testa limites de Trump
A retaliação do Canadá às tarifas americanas testa os limites do poder de Trump. Saiba como as negociações comerciais entre os dois países saíram dos trilhos.
A retaliação do Canadá às tarifas americanas testa os limites do poder de Trump. Dois dias antes de as negociações comerciais entre Estados Unidos e Canadá saírem dos trilhos, o vice-presidente americano, J.D. Vance, declarava em um evento privado que o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, é uma "pessoa muito agradável".
Em uma gravação de áudio vazada para a imprensa canadense, Vance teria dito que Carney "chega, estufa o peito e diz: 'Veja, vou ser mais durão que Donald Trump'". Ele chamou a estratégia de "hilária", afirmando que os canadenses, no fim das contas, "recuam em muitas questões". Os comentários tiveram ampla cobertura no Canadá e, embora não tenham sido o principal motivo, certamente não ajudaram.
A decisão de Carney pôs fim às negociações sobre um novo acordo comercial e gerou nova onda de tarifas de importação entre os vizinhos. O comércio bilateral soma mais de US$ 872 bilhões (cerca de R$ 4,5 trilhões) por ano. As divergências crescentes, somadas às falas de Vance, mostram como o governo Trump exerce sua força contra amigos e inimigos, com consequências potencialmente prejudiciais.
Se Trump esperava que os canadenses cedessem, como muitos aliados fizeram nos últimos 19 anos, ele pode ter calculado mal. As consequências desse erro podem durar até o fim de seu mandato na Casa Branca. Para as famílias que acompanham o noticiário, fica o alerta: a informação sobre comércio e tarifas precisa ser checada, pois cada número reflete negociações que afetam preços e empregos dos dois lados da fronteira.