# Residência prepara profissionais para os desafios do campo

> Sistema Faemg Senar concluiu a primeira turma da Residência Agropecuária em Minas Gerais. Dez residentes completaram 960 horas de atividades entre fevereiro e julho de 2026, incluindo visitas técnicas a propriedades e análise de dados do programa ATeG. A formação prática prepara profissionais para enfrentar desafios do campo com base em experiências reais.

*Portal Notícias MG · Serviços · 25 de agosto de 2026 · Sérgio Tadeu Mafra*

Sistema Faemg Senar encerrou a primeira turma da Residência Agropecuária em Minas Gerais. Dez residentes acumularam 960 horas de atividades entre fevereiro e julho de 2026, com visitas a propriedades e análise de dados do ATeG.

O Sistema Faemg Senar promoveu, nesta quinta-feira (20), o encontro de encerramento do Programa de Residência Agropecuária, iniciativa do Senar Central voltada à formação prática de profissionais das Ciências Agrárias. Ao longo de seis meses, de fevereiro a julho de 2026, dez residentes participaram de 960 horas de atividades, conciliando capacitação teórica, vivência em propriedades rurais e acompanhamento das ações do Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG).

A Residência Agropecuária busca aproximar os profissionais da realidade do atendimento ao produtor rural e prepará-los para os desafios da atuação no campo. Os participantes acompanharam visitas técnicas, supervisões, análises de indicadores produtivos e gerenciais, além de capacitações metodológicas e cursos complementares. Também tiveram contato com sistema utilizado para monitorar os resultados das propriedades assistidas.

Em Minas Gerais, o programa resultou em mais de 740 visitas a propriedades, em 137 municípios, envolvendo dez cadeias produtivas e 34 entidades cooperadas. Mais de 46 profissionais de campo, entre técnicos e supervisores, também participaram da formação dos residentes. Distribuídos entre as áreas de produção vegetal, produção animal e agroindústria, os participantes tiveram contato com diferentes realidades produtivas. A formação contemplou a gestão das propriedades: os residentes realizaram mais de 1,3 mil análises de inconsistências de receitas e despesas registradas no sistema, além de mais de 100 cursos, distribuídos em 45 temas.

Para o superintendente do Senar Minas, Celso Furtado Júnior, a parceria foi além da formação técnica: "Ficou muito claro, ao ouvir as apresentações dos residentes, que os participantes não apenas absorveram os objetivos do projeto, mas foram além e internalizaram essa proposta de transformação. Técnica, gestão e relacionamento são três pilares fundamentais na atuação profissional: não basta ter conhecimento, é preciso saber se relacionar, compreender a realidade de cada produtor e enxergar a propriedade como um negócio".

O supervisor técnico Ícaro Nogueira destacou a evolução dos participantes: "Foi um aprendizado muito grande para mim e para eles. Foi muito nítida a evolução técnica, o conhecimento teórico que foi para o campo e eles conseguiram executar, além da confiança para conversar com o produtor e fazer uma orientação bem-sucedida". Para Ana Luiza Paiva, médica-veterinária e uma das residentes, a experiência permitiu colocar em prática conhecimentos da graduação: "Meu principal aprendizado foi ter contato direto com o produtor e conseguir aplicar as técnicas que aprendi na graduação". Já o engenheiro agrônomo Aquiles Vinícius Lima, que participou anteriormente do programa Jornada ATeG, destacou a adaptação: "O meu maior aprendizado foi também o meu maior desafio: adaptar a realidade técnica que a gente vive à realidade do produtor. E minha principal conquista foi conseguir ser contratado como técnico do ATeG".

Para o diretor adjunto de ATeG do Senar Nacional, Adriano Pontes, a formação contribui para qualificar a assistência técnica: "Concluímos a turma de residência com grandes expectativas para o percurso profissional que eles têm pela frente. Estamos investindo na formação desses profissionais para melhorar a qualidade da atuação do ATeG junto ao produtor rural e contribuir para o desenvolvimento da produção nas regiões, no estado e no país". A tendência é que o programa siga formando profissionais com perfil mais próximo da realidade do campo, o que tende a refletir em atendimento técnico mais qualificado para o produtor mineiro nos próximos meses programa ateg minas gerais.

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