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Quem é Vera Lúcia, candidata ao governo de SP

ResumoVera Lúcia Pereira da Silva Salgado é a candidata do PSTU ao governo de São Paulo nas eleições de 2022, tendo Renata França como vice. Socióloga e sindicalista nascida em Inajá (PE), com 58 anos, Vera Lúcia já disputou os cargos de prefeita, governadora e deputada federal em pleitos anteriores.

Vera Lúcia Pereira da Silva Salgado, 58 anos, é a candidata do PSTU ao governo de São Paulo, com Renata França como vice. Socióloga e sindicalista nascida em Inajá (PE), ela já disputou prefeitura, governo e deputado federal em eleições anteriores.

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 10 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Quem é Vera Lúcia, candidata ao governo de SP

Vera Lúcia Pereira da Silva Salgado, 58 anos, é a candidata do PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado) ao governo de São Paulo. A chapa tem Renata França (PSTU) como vice-governadora. Nascida em Inajá (PE), Vera é socióloga e sindicalista, formada em ciências sociais pela UFS (Universidade Federal de Sergipe).

A candidata não é estreante em disputas eleitorais. Já concorreu à Prefeitura de São Paulo em 2020 e foi candidata a deputada federal, governadora e prefeita de Aracaju (SE) nos anos de 2004, 2008, 2012 e 2016.

A trajetória partidária começou longe do PSTU. Vera deixou o PT (Partido dos Trabalhadores) em 1992 e se juntou ao PSTU, sigla fundada em 1994 e registrada oficialmente no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em 1995. Também foi dirigente da CUT-SE (Central Única dos Trabalhadores de Sergipe), organização com a qual rompeu em 2004, e ajudou a fundar a Central Sindical e Popular (CSP) - Conlutas.

O que o plano de governo propõe

O programa apresentado pelo PSTU afirma que um eventual governo do partido pretende "retomar São Paulo para os trabalhadores". O documento sugere a criação de Conselhos Populares nos locais de trabalho, estudo e moradia, com o objetivo de garantir participação popular na definição de prioridades, na elaboração do orçamento estadual e na fiscalização de políticas públicas.

Na área de serviços, o texto defende a reestatização de setores considerados estratégicos, citando diretamente o Metrô, a CPTM e os serviços de distribuição de água, energia, saneamento básico e transporte público. O plano também propõe o fim das PPPs (Parcerias Público-Privadas), das concessões e das terceirizações na saúde, educação e infraestrutura, além de proibir novas terceirizações.

Para o enfrentamento do feminicídio, a proposta prevê uma rede estadual de proteção com casas-abrigo, centros de atendimento e Delegacias da Mulher abertas 24h em todo o estado. O documento inclui ainda um plano estadual de habitação popular a partir de imóveis vazios.

Outro ponto é o fim imediato da escala 6x1, com redução da jornada para 36 horas semanais, a criação de uma plataforma pública estadual de transporte e a garantia de direitos aos trabalhadores de aplicativos.

O que isso muda para quem mora em SP

Para o eleitor paulista, a candidatura de Vera Lúcia representa uma proposta de ruptura com o modelo de concessões e parcerias com a iniciativa privada que marca a gestão estadual. Se as ideias do plano avançarem, temas como tarifa de transporte, conta de água e energia e atendimento nas delegacias especializadas entram diretamente na rotina de quem depende desses serviços.

A eleição define não só quem governa, mas o tamanho do debate sobre reestatização e jornada de trabalho no estado mais populoso do país.

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