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Menopausa e clímax: por que fica mais difícil?

ResumoA menopausa reduz os níveis de estrogênio e testosterona, fatores que diminuem a lubrificação vaginal, a sensibilidade clitoriana e a libido. A atrofia vulvovaginal e o ressecamento causam dor durante a relação, enquanto alterações de humor e fadiga afetam o desejo. Terapias hormonais locais, lubrificantes e exercícios do assoalho pélvico restauram a função sexual.

Mulheres na menopausa enfrentam mais dificuldade para atingir o clímax. Entenda as causas hormonais, emocionais e físicas e veja como recuperar o prazer sexual.

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 31 de julho de 2026 · 2 min de leitura
Menopausa e clímax: por que fica mais difícil?

Por que mulheres na menopausa têm mais dificuldade de atingir o clímax?

A menopausa muda o corpo e a resposta sexual feminina. O orgasmo, que já é um desafio para muitas, torna-se ainda mais difícil nessa fase. A intensidade das sensações prazerosas diminui, a resposta orgástica fica mais lenta e menos intensa, segundo o ginecologista Igor Padovesi, membro da North American Menopause Society (NAMS) e da International Menopause Society (IMS).

Dados apontam que 70% a 80% das mulheres não conseguem atingir o orgasmo nas relações sexuais tradicionais, sem estímulo direto no clitóris. Na menopausa, esse problema se agrava, e entender as causas é o primeiro passo para buscar soluções.

O que muda no corpo durante a menopausa?

A queda nos níveis hormonais é a principal vilã. Segundo Padovesi, essa redução prejudica o desejo e a resposta sexual. Além disso, a secura vaginal, causada pela diminuição de estrogênio, torna a relação dolorosa e menos prazerosa. Mas não é só o físico que sofre.

Fatores emocionais, autoestima e qualidade do relacionamento também influenciam diretamente a resposta sexual, explica Nélio Veiga Junior, pós-doutorando em Menopausa. Esses sintomas, apesar de comuns, não devem ser naturalizados como algo que a mulher precisa simplesmente aceitar.

Estratégias para facilitar o orgasmo na menopausa

A masturbação é uma aliada poderosa. Ela ajuda a mulher a conhecer o próprio corpo e descobrir onde tem mais prazer, o que melhora a satisfação nas relações. Além disso, estimula o fluxo sanguíneo genital, melhora a lubrificação e fortalece os músculos do assoalho pélvico, reduzindo a incontinência urinária.

Outra estratégia é o uso de brinquedos sexuais. Padovesi recomenda o bullet, um vibrador pequeno e discreto, como primeiro sex toy. Ele proporciona estímulo vibratório direto no clitóris, facilitando o orgasmo tanto na masturbação quanto na relação com parceiro.

Tratamento hormonal: a solução comprovada

A terapia hormonal é a principal estratégia comprovada para recuperar a libido e a satisfação sexual na menopausa. Ela trata a síndrome geniturinária da menopausa (SGM), que inclui falta de lubrificação, atrofia vaginal e dor na relação. Quando realizada corretamente, é segura e eficaz, mas exige avaliação médica especializada.

Perguntas Frequentes

A masturbação ajuda na menopausa?

Sim, a masturbação estimula o fluxo sanguíneo genital, melhora a lubrificação e fortalece o assoalho pélvico, além de liberar substâncias que reduzem estresse e flutuações de humor.

Brinquedos sexuais são recomendados?

O ginecologista Igor Padovesi afirma que o uso de brinquedos, como o bullet, tornou-se prescrição médica. Eles proporcionam estímulo direto no clitóris, facilitando o orgasmo.

Terapia hormonal é segura?

Segundo Padovesi, quando realizada corretamente, a terapia hormonal é segura e eficaz para melhorar a função sexual, tratando sintomas como falta de lubrificação e dor.

Quando procurar um médico?

Ao notar os primeiros sintomas da menopausa, é importante buscar um médico especializado para avaliação e tratamento adequado.

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