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Petróleo passa de US$ 96 e amplia temor sobre inflação global em julho

ResumoO petróleo Brent superou US$ 96 por barril em julho, maior nível desde junho, impulsionado pela escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã. A alta pressiona o mercado de energia e acende alerta sobre a inflação global, com restrições na oferta ampliando temores de custos elevados para consumidores e economias.

O petróleo Brent, referência internacional, superou os US$ 96 por barril nesta quinta-feira (23), maior nível desde junho, com a escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã. A alta pressiona o mercado de energia e acende alerta sobre a inflação global, em meio a restrições na

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 23 de julho de 2026 · 3 min de leitura
Petróleo passa de US$ 96 e amplia temor sobre inflação global em julho

O petróleo Brent, referência internacional, superou os US$ 96 por barril nesta quinta-feira (23) e ampliou o temor sobre a inflação global. A escalada da guerra entre Estados Unidos e Irã voltou a pressionar o mercado de energia, levando a commodity ao maior nível desde o início de junho.

O Brent subia 2,2%, para US$ 96,14 por barril, enquanto o petróleo WTI, referência nos EUA, avançava 1,8%, para US$ 88,35. No começo do mês, o Brent era negociado abaixo de US$ 72, antes da intensificação do conflito.

Por que o petróleo está subindo?

O avanço ocorre em meio ao aumento das preocupações com o fornecimento global de petróleo, diante das restrições à navegação no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte da commodity.

Na quarta-feira (22), os militares americanos anunciaram a 12ª noite consecutiva de ataques contra o Irã, enquanto os dois lados ampliam ações contra infraestruturas civis. A continuidade dos confrontos tem dificultado a circulação de petroleiros no Estreito de Ormuz, passagem estratégica por onde normalmente transita cerca de um quinto de todo o petróleo e gás natural comercializado globalmente.

Impacto na inflação brasileira

A alta do petróleo pressiona os custos de transporte e insumos, o que pode se refletir nos preços ao consumidor. No Brasil, o IPCA já vinha mostrando aceleração nos primeiros meses de 2026. Segundo o IBGE, o IPCA registrou variação de 0,88% em março, seguido por 0,67% em abril e 0,58% em maio. Em junho, o índice desacelerou para 0,16%, mas o choque do petróleo pode reverter essa tendência.

O que esperar do preço dos combustíveis?

Com o Brent acima de US$ 96, a tendência é de repasse para a gasolina e o diesel nas refinarias. A política de preços da Petrobras, que acompanha o mercado internacional, pode gerar novos reajustes. Para o consumidor, isso significa pressão adicional no orçamento, especialmente em um cenário de juros ainda elevados.

Cenário global e riscos

O Estreito de Ormuz é uma artéria vital para o mercado de energia. Qualquer interrupção mais prolongada pode elevar ainda mais os preços. A comunidade internacional acompanha com apreensão os desdobramentos do conflito, que já dura mais de duas semanas de ataques consecutivos.

Perguntas Frequentes

O petróleo pode ultrapassar US$ 100?

Depende da continuidade dos conflitos e da efetividade das rotas alternativas. O mercado já precifica riscos de interrupção prolongada no Estreito de Ormuz.

Como a alta do petróleo afeta o meu dia a dia?

Impacta diretamente os preços dos combustíveis, do transporte público e de produtos que dependem de logística, como alimentos e medicamentos.

A inflação no Brasil já está alta?

O IPCA acumula alta de 3,26% no primeiro semestre de 2026, com pico em março. O choque do petróleo pode acelerar a inflação nos próximos meses.

O que é o Estreito de Ormuz?

É uma passagem marítima entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, por onde passa cerca de um quinto do petróleo e gás natural global. Qualquer bloqueio afeta o fornecimento mundial.

Quanto tempo dura esse conflito?

Os ataques já somam 12 noites consecutivas, sem sinais de trégua. A escalada preocupa analistas e governos.

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