Petróleo fecha em queda de 3% com possível acordo em Ormuz
O petróleo fechou em queda de 3% nesta terça-feira (25) com possível acordo para o Estreito de Ormuz. Saiba como isso afeta preços de combustíveis e o mercado global.
O petróleo fechou em queda de 3% nesta terça-feira (25) com o aumento do otimismo entre traders para a navegação no Estreito de Ormuz. A movimentação vem depois de circular uma proposta entre Omã e Irã para a administração da via marítima estratégica. O movimento alivia temores de interrupção no fornecimento global, mas ainda há incertezas sobre a permanência do acordo.
Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para outubro fechou em queda de 3,12% (US$ 2,65), a US$ 82,36 por barril. Já o petróleo Brent para novembro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou em baixa de 3,61% (US$ 3,27), a US$ 87,27 por barril. A queda reflete a expectativa de que o fluxo de petróleo pela região não seja interrompido.
Irã e Omã acertaram nesta terça-feira a criação de um corredor marítimo conjunto e temporário no Estreito de Ormuz, além de ações para a retirada de minas na região. Em comunicado conjunto, os dois governos disseram que as negociações técnicas continuarão para viabilizar um "corredor permanente e definir diretrizes para uma futura gestão do estreito". O acordo, que exclui os Estados Unidos das tratativas, contrasta com declarações feitas nesta terça pelo presidente norte-americano, Donald Trump.
Segundo Trump, todas as minas em águas internacionais no Estreito de Ormuz já foram removidas ou detonadas, e qualquer embarcação iraniana que volte a colocar explosivos na área será "completamente destruída". A Al Arabiya informou que os EUA teriam proposto suspender o bloqueio e as sanções ao Irã em troca da reabertura do estreito e do fim dos ataques promovidos por aliados de Teerã, citando uma fonte do alto escalão americano. O Catar segue atuando como mediador nas negociações entre Washington e Teerã.
Para Scott Shelton, analista da TP ICAP, o mercado ainda vê a intensificação da pressão econômica dos EUA sobre o Irã como um fator com maior potencial de levar a negociações do que de provocar uma escalada militar. "Há alguns sinais de diplomacia e os EUA estão devolvendo funcionários aos seus postos no Oriente Médio", afirmou. Uma reportagem do New York Times revelou que o governo Trump se prepara para recolocar diplomatas em seus postos na região.
Sem perspectiva de um desfecho para o conflito, o Goldman Sachs elevou a projeção para o preço do gás na Europa para acima de 100 euros por megawatt-hora (EUR/MWh) no fim do ano, considerando temperaturas médias no inverno, mais que o dobro da estimativa anterior. Para o consumidor brasileiro, a queda do petróleo pode influenciar preços de combustíveis nas próximas semanas, mas a política de preços da Petrobras e a cotação do dólar seguem como fatores decisivos. impacto do petróleo no preço da gasolina como o dólar afeta os combustíveis