# Eleições 2026: 36 servidores se afastam para disputa em Pernambuco

> Pelo menos 36 servidores públicos estaduais e municipais de Pernambuco se afastaram dos cargos para concorrer nas eleições de 2026. A medida, exigida por lei, impacta a rotina de secretarias e prefeituras, mas possibilita renovação política no estado.

*Portal Notícias MG · Serviços · 16 de julho de 2026 · Sérgio Tadeu Mafra*

Pelo menos 36 servidores públicos estaduais e municipais se afastaram de seus cargos para disputar as eleições de 2026 em Pernambuco. A medida, obrigatória por lei, impacta a rotina de secretarias e prefeituras, mas abre espaço para renovação política no estado.

## Pelo menos 36 servidores se afastaram de cargos para disputar as eleições em Pernambuco

Pelo menos 36 servidores públicos estaduais e municipais se afastaram de seus cargos para disputar as eleições de 2026 em Pernambuco. A movimentação, registrada junto ao Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), reflete o calendário eleitoral que obriga a desincompatibilização para quem deseja concorrer a cargos eletivos. A medida, prevista na Lei das Eleições (Lei 9.504/1997), impacta a gestão de secretarias e prefeituras, mas também sinaliza renovação no quadro político local.

O afastamento é obrigatório para servidores ocupantes de cargos comissionados ou efetivos que pretendem se candidatar a deputado estadual, federal, senador ou governador. A regra busca evitar o uso da máquina pública em benefício próprio durante a campanha. Em Pernambuco, o número de 36 servidores afastados representa um recorte inicial, já que o prazo final para registro de candidaturas se encerra em agosto.

## Por que servidores precisam se afastar para disputar eleições

A desincompatibilização é exigida pela Justiça Eleitoral para garantir isonomia entre candidatos. Servidores que ocupam cargos de direção, chefia ou assessoramento, além de funções gratificadas, precisam se licenciar sem remuneração a partir de abril do ano eleitoral. A medida vale para todos os níveis: federal, estadual e municipal.

Em Pernambuco, o TRE-PE é o órgão que recebe os pedidos de afastamento e valida as candidaturas. A corte também julga eventuais impugnações. Para o servidor, a licença é sem vencimentos, mas com manutenção do vínculo funcional. Caso não seja eleito, ele retorna ao cargo ao final do pleito.

### Impacto na gestão pública local

O afastamento de 36 servidores em Pernambuco afeta diretamente a rotina de secretarias estaduais e prefeituras. Em órgãos como a Secretaria de Educação e a Secretaria de Saúde, a saída de ocupantes de cargos comissionados exige recomposição temporária de equipes. Em cidades do interior, como Caruaru e Petrolina, prefeituras já anunciaram remanejamentos internos para cobrir as lacunas.

Segundo dados do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE), o estado tem cerca de 120 mil servidores ativos entre administração direta e indireta. Os 36 afastamentos representam 0,03% do total, mas concentram-se em funções estratégicas, como assessorias jurídicas e cargos de coordenação. A recomposição dessas vagas, em geral, é feita por servidores efetivos ou por nomeações temporárias.

## Quem são os servidores afastados em Pernambuco

O perfil dos 36 servidores inclui assessores parlamentares, ocupantes de cargos comissionados em secretarias estaduais e municipais, além de alguns professores e profissionais de saúde que atuam em funções gratificadas. A maioria busca uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), que tem 49 cadeiras em disputa. Outros miram a Câmara dos Deputados, que representa Pernambuco com 25 vagas.

O TRE-PE não divulga a lista nominal de afastados, mas o registro de candidaturas, que começa em julho, trará os nomes completos. Até lá, partidos como PSB, PT, PL e União Brasil já articulam suas chapas. Em 2022, Pernambuco teve 42 servidores afastados para concorrer a cargos eletivos, segundo levantamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O número de 36 em 2026 indica leve redução, mas ainda dentro da média histórica.

### Regras para desincompatibilização

A Lei das Eleições estabelece prazos específicos para cada tipo de cargo. Servidores que ocupam cargos comissionados devem se afastar até 3 meses antes do pleito, ou seja, até julho. Já os efetivos que exercem função de direção têm prazo similar. Quem não cumpre a regra pode ter o registro de candidatura indeferido.

Em Pernambuco, o TRE-PE já emitiu comunicados orientando partidos e candidatos sobre os prazos. A corte também disponibiliza um sistema online para envio da documentação. Para o servidor, a principal consequência do não cumprimento é a impossibilidade de concorrer, além de multa e possível processo por improbidade administrativa.

## Como o afastamento impacta a economia local

A saída de 36 servidores de cargos comissionados gera uma economia imediata nos cofres públicos, já que as licenças são sem remuneração. Em Pernambuco, um cargo comissionado de assessor tem salário médio de R$ 8 mil a R$ 15 mil, segundo dados da Secretaria de Administração do estado. Com 36 afastamentos, a economia mensal pode chegar a R$ 400 mil, valor que permanece no orçamento até o retorno dos servidores.

Por outro lado, a recomposição das funções exige novas nomeações ou remanejamentos, o que pode gerar custos adicionais com treinamento e adaptação. Em cidades do interior, onde o quadro de servidores é mais enxuto, o impacto é maior. Em Serra Talhada, por exemplo, a prefeitura precisou realocar dois servidores para cobrir a saída de um assessor jurídico que vai disputar uma vaga na Alepe.

### Tendência para os próximos meses

Até o fechamento do registro de candidaturas, em agosto, o número de servidores afastados pode aumentar. O TRE-PE estima que, até lá, mais 10 a 15 servidores formalizem a desincompatibilização. A tendência é de crescimento, especialmente entre ocupantes de cargos comissionados em prefeituras do interior, onde a disputa por vagas na Alepe é mais acirrada.

Para o servidor que não for eleito, o retorno ao cargo é automático após o pleito, em outubro. A legislação garante a reintegração, mas sem direito a promoções ou vantagens durante o período de licença. Em Pernambuco, o TCE-PE acompanha o processo para evitar irregularidades, como o uso de cargos fantasmas durante a campanha.

## Perguntas Frequentes

### Quantos servidores se afastaram para as eleições em Pernambuco em 2026?

Pelo menos 36 servidores públicos estaduais e municipais se afastaram de cargos para disputar as eleições de 2026 em Pernambuco, segundo registros do TRE-PE.

### Qual o prazo para servidor se afastar para concorrer?

O prazo varia conforme o cargo. Para ocupantes de funções comissionadas, o afastamento deve ocorrer até 3 meses antes do pleito, ou seja, até julho de 2026.

### O servidor recebe salário durante o afastamento?

Não. O afastamento é sem remuneração, mas o vínculo funcional é mantido. Caso não seja eleito, o servidor retorna ao cargo ao final do pleito.

### Quais cargos os servidores afastados em Pernambuco vão disputar?

A maioria busca vagas na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) ou na Câmara dos Deputados. Alguns também miram o Senado e o governo do estado.

### O que acontece se o servidor não se afastar?

O registro de candidatura pode ser indeferido pela Justiça Eleitoral, além de multa e possível processo por improbidade administrativa.

### Como o afastamento impacta as prefeituras?

A saída de servidores de cargos comissionados exige recomposição temporária de equipes, com remanejamentos internos ou novas nomeações, especialmente em cidades do interior.

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