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Pedido de vista no julgamento sobre Moraes anteciparia votos no STF

ResumoUm pedido de vista no julgamento do STF sobre as suspeitas envolvendo Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, pode antecipar votos de ministros na sessão de terça-feira (15). Integrantes da Corte avaliam que a interrupção forçaria a manifestação antecipada dos magistrados antes da retomada do caso.

Integrantes do STF avaliam que um pedido de vista na sessão de terça-feira (15) pode levar ministros a anteciparem votos sobre as suspeitas envolvendo Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Marília Stefani
Marília Stefani Repórter de Segurança Pública · 14 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Pedido de vista no julgamento sobre Moraes anteciparia votos no STF

Integrantes do Supremo Tribunal Federal afirmam, em conversas reservadas, que um eventual pedido de vista no julgamento desta terça-feira (15) pode levar ministros a anteciparem seus votos sobre as suspeitas que envolvem Alexandre de Moraes e sua suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Um pedido de vista suspenderia a análise do caso por 90 dias. Ministros poderiam pedir a palavra e adiantar votos, mas um ministro ouvido pela CNN Brasil afirma que a vista desautorizaria a abertura da investigação mesmo com maioria formada pelo adiantamento. Com a retomada após três meses, novos pedidos de vista podem empurrar a conclusão por quase um ano.

A sessão começa com o voto de Edson Fachin, presidente do STF, que assumiu a relatoria do caso na noite de sábado (12). Fachin vota primeiro sobre a abertura ou não de investigação contra Moraes. Na sequência, vota Flávio Dino, integrante da ala de Moraes no tribunal e que tem participado de ofensiva contra André Mendonça, relator do Master no STF.

O tribunal está desfalcado desde a aposentadoria de Luís Roberto Barroso, em outubro do ano passado, e após o advogado-geral da União Jorge Messias ser rejeitado pelo Senado em abril. Apenas oito ministros votarão: Dias Toffoli e Alexandre de Moraes devem se declarar impedidos. Toffoli foi relator do caso Master e deixou a relatoria após ser citado. Moraes é alvo das suspeitas.

A ala que aposta em maioria favorável à investigação conta com os votos de Mendonça, Fachin, Nunes Marques, Luiz Fux e Cármen Lúcia. As mesmas fontes avaliam que votariam para barrar o avanço Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin. O cenário, porém, segue nebuloso e incerto.

A leitura de que um pedido de vista não selaria a questão ajuda a entender por que a sessão de terça-feira tende a ser mais um capítulo de sinalização política do que um desfecho. O placar, se vier, nasce sob reserva: oito votos, dois impedimentos e uma composição incompleta desde outubro. Qualquer maioria construída por antecipação de voto vale menos que a contagem final, e é isso que a ala contrária à investigação explora ao apostar no adiamento. composição do STF após aposentadoria de Barroso

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