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Parceiros comerciais do Irã ameaçados por Trump: lista

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou com "CONSEQUÊNCIAS ECONÔMICAS TREMENDAS" os países que continuarem fazendo negócios com Teerã, pedindo que aliados "fiquem ao lado dos Estados Unidos" para derrotar o Irã. A advertência coloca na linha de fogo a China, a Índia e até a Alemanha, principais parceiros comerciais do país persa.

Segundo os dados mais recentes do Banco Mundial, referentes a 2022, o Irã exportou para 147 países e importou produtos de 114 naquele ano. A China é, de longe, o maior parceiro comercial iraniano, respondendo pela maior parte das exportações de petróleo e de produtos não petrolíferos. As exportações iranianas para a China totalizaram US$ 22,4 bilhões em 2022, enquanto as importações provenientes do país asiático somaram US$ 15,6 bilhões.

Além da China, outros países asiáticos, o Iraque e os Emirados Árabes Unidos também são destinos importantes das exportações iranianas. Já as importações do Irã vêm principalmente dos Emirados Árabes Unidos, da China, da Turquia, da Índia e da Alemanha, conforme relatório do Banco Mundial de 2024.

A Alemanha, que aparece na lista de importadores, exportou US$ 1,1 bilhão em produtos para o Irã no ano passado e importou US$ 275 milhões, segundo o órgão de estatísticas do país. Embora as importações tenham subido ligeiramente, tanto exportações quanto importações caíram cerca de metade ou mais desde 2018, quando os EUA restabeleceram amplas sanções contra Teerã.

A Índia também tem laços comerciais relevantes: o comércio bilateral entre os dois países totalizou US$ 1,1 bilhão entre abril e dezembro de 2025, informou o Ministério do Comércio indiano. Entre os principais produtos indianos exportados para o Irã estão arroz basmati, chá, açúcar, frutas frescas e medicamentos farmacêuticos.

Para as famílias que acompanham o noticiário internacional, a leitura é direta: a pressão americana pode encarecer produtos que chegam ao Brasil via comércio global, como medicamentos e alimentos. A orientação é acompanhar os desdobramentos pelas fontes oficiais, como o Itamaraty, que monitora os efeitos para o comércio brasileiro.

Cláudia Resende
Repórter de Saúde e Educação
De Juiz de Fora, cobre saúde pública e educação em MG com foco no que afeta a família mineira.
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