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Padilha sobre caso Lito: "Não existe no mundo nenhum tratamento"

ResumoAlexandre Padilha, ministro da Saúde, declarou não existir tratamento para a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), condição diagnosticada no youtuber Lito Sousa. A pasta monitora estudos clínicos internacionais, mas reconhece limites científicos atuais. A DCJ é neurodegenerativa rara e fatal, sem cura ou terapia específica disponível no mundo.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que não existe tratamento para a Creutzfeldt-Jakob (DCJ), doença do youtuber Lito Sousa. A pasta acompanha a busca por estudos clínicos, mas alerta para limites da ciência.

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 25 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
Padilha sobre caso Lito: "Não existe no mundo nenhum tratamento"

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta terça-feira (25/8) que "não existe no mundo nenhum tratamento para a Creutzfeldt-Jakob (DCJ)", doença neurodegenerativa grave que acomete o youtuber, piloto e aviador Lito Sousa, de 59 anos. A declaração foi feita em postagem nas redes sociais, após a pasta se envolver diretamente na busca por alternativas para o influenciador.

Segundo Padilha, desde o final de semana ele e outros membros do ministério estão em contato com a família de Lito e com pesquisadores internacionais. A equipe formalizou a solicitação de inclusão do youtuber na fase inicial dos testes do único estudo clínico ativo identificado até o momento, em Harvard. "Os responsáveis pelo estudo informaram que Lito foi incluído na lista para a triagem, mas tudo está sujeito ao cronograma estabelecido pelo protocolo da pesquisa e à FDA (Food and Drug Administration), órgão dos Estados Unidos com papel semelhante ao da Anvisa", acrescentou.

A esposa de Lito, Mila Seidl, já havia comunicado que não há, por hora, possibilidade de inclusão em cenários de tratamento ideais. O youtuber não conseguiu vaga junto à farmacêutica Ionis Pharmaceuticals, responsável pelo desenvolvimento do ION717, uma das principais esperanças para o tratamento. A empresa relatou que o estudo não está em fase de aceitação de novos participantes e não autoriza o uso compassivo do medicamento, que em determinadas situações permitiria o fornecimento sem inscrição oficial no ensaio clínico.

Outra alternativa, o Broad Institute, ligado a Harvard e ao MIT, informou que a única opção disponível é a inclusão de Lito no grupo de controle de um estudo, com uso de placebo, e não do remédio experimental. Além disso, seria necessário que a família se mudasse para os Estados Unidos, sem garantia de acesso ao medicamento. Padilha garantiu que o Ministério da Saúde permanecerá à disposição para apoiar a família, com novas informações atualizadas diretamente a eles.

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