Padilha sobre caso Lito: "Não existe no mundo nenhum tratamento"
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que não existe tratamento para a Creutzfeldt-Jakob (DCJ), doença do youtuber Lito Sousa. A pasta acompanha a busca por estudos clínicos, mas alerta para limites da ciência.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta terça-feira (25/8) que "não existe no mundo nenhum tratamento para a Creutzfeldt-Jakob (DCJ)", doença neurodegenerativa grave que acomete o youtuber, piloto e aviador Lito Sousa, de 59 anos. A declaração foi feita em postagem nas redes sociais, após a pasta se envolver diretamente na busca por alternativas para o influenciador.
Segundo Padilha, desde o final de semana ele e outros membros do ministério estão em contato com a família de Lito e com pesquisadores internacionais. A equipe formalizou a solicitação de inclusão do youtuber na fase inicial dos testes do único estudo clínico ativo identificado até o momento, em Harvard. "Os responsáveis pelo estudo informaram que Lito foi incluído na lista para a triagem, mas tudo está sujeito ao cronograma estabelecido pelo protocolo da pesquisa e à FDA (Food and Drug Administration), órgão dos Estados Unidos com papel semelhante ao da Anvisa", acrescentou.
A esposa de Lito, Mila Seidl, já havia comunicado que não há, por hora, possibilidade de inclusão em cenários de tratamento ideais. O youtuber não conseguiu vaga junto à farmacêutica Ionis Pharmaceuticals, responsável pelo desenvolvimento do ION717, uma das principais esperanças para o tratamento. A empresa relatou que o estudo não está em fase de aceitação de novos participantes e não autoriza o uso compassivo do medicamento, que em determinadas situações permitiria o fornecimento sem inscrição oficial no ensaio clínico.
Outra alternativa, o Broad Institute, ligado a Harvard e ao MIT, informou que a única opção disponível é a inclusão de Lito no grupo de controle de um estudo, com uso de placebo, e não do remédio experimental. Além disso, seria necessário que a família se mudasse para os Estados Unidos, sem garantia de acesso ao medicamento. Padilha garantiu que o Ministério da Saúde permanecerá à disposição para apoiar a família, com novas informações atualizadas diretamente a eles.