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Trabalho por app cresce 36,8% em 3 anos, diz IBGE

ResumoO IBGE registrou crescimento de 36,8% no trabalho por aplicativos no Brasil entre 2021 e 2024, atingindo 2 milhões de trabalhadores. A pesquisa, divulgada em 4 de outubro, contabiliza atividades como transporte de passageiros e entrega de mercadorias. O levantamento aponta expansão consistente do setor, com concentração em áreas urbanas e predominância masculina entre os ocupados.

Levantamento do IBGE divulgado nesta sexta-feira (4) mostra que 2 milhões de brasileiros trabalham por aplicativos. Número cresceu 36,8% em três anos.

Cláudia Resende
Cláudia Resende Repórter de Saúde e Educação · 07 de setembro de 2026 · 1 min de leitura
Trabalho por app cresce 36,8% em 3 anos, diz IBGE

O número de brasileiros que trabalham por aplicativos cresceu 36,8% em três anos, segundo levantamento do IBGE divulgado nesta sexta-feira (4). São 2 milhões de pessoas que usam as plataformas digitais como principal fonte de renda, principalmente de carro, moto e bicicleta.

Segundo o IBGE, 2 milhões de brasileiros usam as plataformas digitais para trabalhar. O crescimento reflete tanto a busca por flexibilidade de horários quanto a falta de vagas no mercado formal. A maioria, cerca de 60%, atua no transporte de passageiros. Os entregadores representam 30% do total e foram o grupo que mais cresceu de um ano para outro.

Quase 85% dos trabalhadores de aplicativos são homens; as mulheres são pouco mais de 15%. O rendimento médio mensal é basicamente o mesmo entre quem trabalha nas plataformas e quem não trabalha: pouco mais de R$ 3,1 mil. Entre os que têm menos escolaridade, os que atuam nos apps ganham mais. Em compensação, a jornada é mais extensa.

O entregador Henrique Coutinho descreve a rotina: "Onze da manhã até dez da noite. É uma jornada longa. Mas fazer o quê? Tem que trabalhar, né?" O grupo também é marcado por mais informalidade e menos contribuições para a Previdência.

Para Fernando de Holanda Barbosa Filho, professor e economista da FGV Ibre, é preciso entender por que esses trabalhadores não querem entrar no sistema de proteção social e como torná-lo atrativo. "É uma mudança estrutural do mercado de trabalho, é um grupo de trabalhadores que vem para ficar", afirma.

A motorista de aplicativo Eleniude Diniz Busquet, que estuda para ser advogada, calcula que faltam cerca de 5 mil viagens para realizar o sonho. Para quem depende dos apps, a recomendação é acompanhar os dados oficiais do IBGE e buscar orientação sobre direitos e contribuição previdenciária.

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