# MPF pede condenação do Faraó dos Bitcoins por 4 crimes

> O Ministério Público Federal pediu a condenação de Glaidson Acácio dos Santos, o Faraó dos Bitcoins, e de Mirelis Diaz Zerpa por quatro crimes no âmbito da Operação Kryptos. A dupla responde por crimes relacionados a esquema com criptomoedas e, se condenada, pode cumprir pena de até 37 anos de prisão.

*Portal Notícias MG · Serviços · 10 de setembro de 2026 · Cláudia Resende*

O Ministério Público Federal pediu a condenação de Glaidson Acácio dos Santos, o Faraó dos Bitcoins, e de Mirelis Diaz Zerpa por quatro crimes na Operação Kryptos. Se condenados, podem pegar até 37 anos de prisão.

O Ministério Público Federal pediu a condenação de Glaidson Acácio dos Santos, conhecido como "Faraó dos Bitcoins", e de sua mulher e sócia, Mirelis Diaz Zerpa, por quatro crimes no processo da Operação Kryptos. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (10).

Segundo o MPF, os quatro crimes são: operação de instituição financeira sem autorização, gestão fraudulenta, emissão e negociação irregular de valores mobiliários e participação em organização criminosa. Se condenados, o casal pode pegar até 37 anos de prisão.

Glaidson negou todas as acusações em depoimento à Justiça. Ele afirmou que a fortuna apreendida e trancada em um cofre da Polícia Federal pode ser usada para pagar credores.

## Outros 15 réus e movimentação de R$ 38,2 bilhões

Além do casal, outras 15 pessoas são rés no processo. O MPF as aponta como sócias do casal ou ocupantes de cargos de menor expressão na hierarquia da G.A.S.

De acordo com a acusação, o grupo movimentou ao menos R$ 38,2 bilhões de maneira ilícita no Brasil e no exterior. As atividades da organização criminosa foram mapeadas em pelo menos sete países: Estados Unidos da América, Reino Unido, Portugal, Uruguai, Colômbia, Paraguai e Emirados Árabes Unidos.

O esquema funcionava por meio de uma estrutura que captava recursos. A reportagem não detalha o restante do mecanismo descrito pelo MPF.

## O que isso significa para quem investiu

Para famílias que aplicaram dinheiro em promessas de rendimento com criptomoedas, o processo é a via oficial para tentar reaver valores. A orientação é acompanhar o andamento na Justiça Federal e guardar comprovantes de transferências, contratos e extratos.

Quem se sentiu lesado pode procurar a Polícia Federal ou o Ministério Público Federal para verificar se já consta como vítima no processo. Não há, até agora, informação sobre prazo de restituição.

como consultar processos na Justiça Federal

O caso segue em tramitação. A defesa de Glaidson e Mirelis não teve manifestação reproduzida nesta reportagem.

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