Moody's eleva nota de crédito da Embraer para Baa2
A Moody's elevou a nota de crédito da Embraer de Baa3 para Baa2 nesta segunda-feira (14), com perspectiva estável. A agência citou melhora dos indicadores financeiros, liquidez e redução do endividamento ao longo de 2026.
A Moody's elevou a nota de crédito da Embraer de Baa3 para Baa2, com perspectiva alterada de positiva para estável, nesta segunda-feira (14). A agência atribuiu a melhora à evolução dos indicadores financeiros da companhia ao longo de 2026, à forte liquidez e à redução do endividamento.
A decisão tem efeito direto sobre o custo de captação da fabricante e, por consequência, sobre a capacidade de financiar pedidos e manter investimentos em produção. Para quem acompanha o setor, o movimento sinaliza que a empresa ganhou fôlego para atravessar períodos de volatilidade.
O que mudou nos números da Embraer
Os analistas Carolina Chimenti e Marcos Schmidt afirmaram que a Embraer apresentou melhora na estrutura financeira ao reduzir sua alavancagem bruta ajustada de 3,6 vezes no fim de 2025 para 2,4 vezes nos 12 meses encerrados em junho de 2026. No mesmo período, a margem operacional ajustada subiu de 8,1% para 9%.
A agência relaciona o avanço à execução da carteira de pedidos, ao desempenho acima das projeções da companhia e à redução da dívida. O backlog alcançou US$ 34,5 bilhões no fim de junho, alta de 16% em relação ao mesmo período de 2025. A Moody's destacou principalmente a entrada de novos pedidos na aviação comercial, que ampliou a visibilidade sobre os negócios futuros.
Entre 2021 e 2025, a Embraer gerou cerca de US$ 1,7 bilhão em fluxo de caixa livre e pagou aproximadamente US$ 7,7 bilhões em dívidas. Para os analistas, o movimento aumentou a capacidade da empresa de enfrentar eventuais períodos de volatilidade.
Limitações apontadas pela agência
Apesar da melhora, a Moody's cita como limitações a natureza cíclica do setor de aviação e a necessidade de investimentos elevados na fabricação de aeronaves. São fatores que mantêm a atenção de analistas sobre a sustentabilidade do ritmo de geração de caixa nos próximos anos.