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BAIC chega ao Brasil com plano de produção local

ResumoA BAIC, montadora chinesa, inicia operações no Brasil com plano de produção local, expansão de 50 concessionárias a cada seis meses e meta de integrar o grupo das cinco maiores marcas até 2030. O primeiro modelo, o Arcfox T1, desembarca em novembro. A estratégia inclui investimento em manufatura nacional para consolidar presença no mercado brasileiro.

A BAIC, montadora chinesa, chega ao Brasil com plano de produção local, 50 concessionárias a cada seis meses e meta de estar entre as cinco maiores marcas até 2030. Primeiro modelo, o Arcfox T1, chega em novembro.

Marília Stefani
Marília Stefani Repórter de Segurança Pública · 27 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
BAIC chega ao Brasil com plano de produção local

A montadora chinesa BAIC está desembarcando no Brasil com plano de produção local, abertura de 50 concessionárias a cada seis meses e a meta de ocupar uma posição entre as cinco maiores marcas do País, onde o grupo quer ter a maior operação fora da China. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (27) durante o Festival Interlagos, onde os dois primeiros modelos estão expostos.

O lançamento do primeiro modelo, o Arcfox T1, um hatch compacto elétrico, está previsto para novembro em 50 revendas. Depois, virá o Arcfox T5, um utilitário esportivo, também elétrico, seguido pela expansão da rede para 150 pontos de venda até o fim do ano que vem. Os preços só serão divulgados no lançamento.

Embora a estreia seja com crossovers 100% elétricos, a BAIC pretende trazer um portfólio diversificado, com carros de outras categorias e tipos de motorização, como híbridos e a combustão. O plano prevê o lançamento de um modelo a cada três meses.

O objetivo declarado é entrar no ranking das dez marcas mais vendidas no Brasil até 2028, quando a montadora pretende já ter dez produtos no País e a produção local de alguns deles. Em uma segunda etapa, a meta é, até 2030, estar entre as cinco maiores, o que, considerando o ranking do ano passado, quando a Toyota ocupou a quinta colocação, pressupõe a venda de mais de 170 mil carros, cerca de 7% do mercado.

Presente em mais de 130 países, incluindo a Argentina, e com vendas de 1,75 milhão de veículos no ano passado, a BAIC espera ter no Brasil sua maior operação fora da China. Segundo Oswaldo Ramos, diretor de operações da BAIC no Brasil, a empresa estuda três opções no plano de manufatura: construir uma fábrica totalmente nova, no chamado projeto greenfield; adquirir uma fábrica; ou alugar o espaço de alguma montadora já instalada.

"Quando assinei o contrato para a posição de chefe de operações, a primeira coisa que me perguntaram foi sobre o plano de manufatura. A equipe de manufatura já veio ao Brasil para visitar terrenos", conta Ramos, que, antes de se tornar executivo da montadora, prestava serviços de consultoria para a BAIC. Ele também liderou o lançamento da GWM no Brasil.

O executivo assegura que a decisão de produzir no Brasil está tomada, independentemente do resultado das eleições e da política industrial a partir do ano que vem. "Não há a menor dúvida do investimento. O mercado brasileiro é o sexto maior do mundo, e temos uma linha de produtos que se encaixa muito bem", afirma Ramos.

O diretor de operações afirma que o plano é importar peças, e não apenas finalizar a produção de automóveis que chegam ao Brasil parcialmente montados. "Não vai ser um processo de importar em kits CKD e SKD. Vamos importar, no processo peça a peça, os componentes que não têm similar nacional e ter uma curva rápida de nacionalização dos componentes que têm disponibilidade no Brasil", adianta Ramos.

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