# Moacir Santos, maestro que faria 100 anos, e seu legado musical

> Moacir Santos, nascido em 26 de julho de 1926, seria um marco na música brasileira. Com sua origem no Sertão do Pajeú, ele extraiu o ouro negro da música, deixando um legado duradouro.

*Portal Notícias MG · Serviços · 27 de julho de 2026 · Ronaldo Pimenta*

Moacir Santos, maestro que faria 100 anos, nasceu em 26 de julho de 1926, em Flores, Pernambuco, no sertão do Pajeú. A experiência nessa terra semiárida foi fundamental para que ele começasse a extrair o ouro negro da música brasileira. Santos, compositor, multi-instrumentista e arranjador, iniciou sua trajetória musical nas bandas filarmônicas locais, o que o levou ao Rio de Janeiro em 1948, no auge da era do rádio, e posteriormente aos Estados Unidos, onde faleceu em 6 de agosto de 2006, em Pasadena, Califórnia.

Hoje, 26 de julho, Moacir Santos seria celebrado por sua contribuição à música, especialmente com o 1º Festival Ouro Negro do Pajeú, realizado em sua cidade natal. Embora reconhecido como um gênio entre músicos e instrumentistas, o grande público ainda não conhece sua obra.

Santos é o criador do álbum "Coisas", lançado em 1965, considerado um marco na discografia brasileira. Vinicius de Moraes, em seu "Samba da Bênção", reconheceu a relevância de Santos ao afirmar: "A bênção, Moacir Santos, tu que não és um só, és tantos". Este verso destaca a capacidade do maestro de fundir ritmos, transicionando entre folclore e jazz, e muitas vezes entre a música popular e erudita.

Seu trabalho musical foi inicialmente moldado no Nordeste, mas ganhou notoriedade no Rio de Janeiro, onde atuou como saxofonista e arranjador na Rádio Nacional. O álbum "Coisas" sintetiza essa diversidade, ancorada nas matrizes africanas. Moacir Santos estudou sob a orientação de mestres da música erudita, como Hans-Joachim Koellreuter e Cesar Guerra-Peixe, e também ensinou grandes nomes como Baden Powell e João Donato.

A influência africana foi um ponto de partida para sua obra, mas o Brasil também ofereceu uma ponte rítmica inovadora, misturando gêneros como baião, maracatu e samba, com a liberdade do jazz e a profundidade da música erudita. Moacir Santos não é apenas um patrimônio da música brasileira, mas um músico do mundo, cuja obra continua a reverberar.

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