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MJSP: centro de inteligência prisional começa em agosto

ResumoO Centro Nacional de Inteligência Penal (Cnip) inicia operações em agosto de 2025, sob coordenação do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). O Cnip unifica polícias penais para coibir crimes organizados a partir dos presídios. A Operação Última Chamada recuperou 6.052 celulares em unidades prisionais. Dados do MJSP apontam queda de 4,5% nos roubos no período.

O Centro Nacional de Inteligência Penal (Cnip) inicia operações em agosto, unificando polícias penais para coibir crimes a partir dos presídios. Operação Última Chamada recuperou 6.052 celulares; roubos caíram 4,5%.

Marília Stefani
Marília Stefani Repórter de Segurança Pública · 25 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
MJSP: centro de inteligência prisional começa em agosto

O Ministério da Justiça e Segurança Pública confirmou, nesta quarta-feira (19), que o Centro Nacional de Inteligência Penal (Cnip) iniciará suas operações ainda este mês. A nova estrutura operacional reunirá órgãos de inteligência das polícias penais federal, dos estados e do Distrito Federal, com o objetivo de unificar protocolos de segurança e coibir o planejamento de crimes a partir do interior dos estabelecimentos prisionais brasileiros.

Instituído em junho deste ano por meio da Portaria Ministerial 1.234, o Cnip integra o projeto Padrão Segurança Máxima, que faz parte do programa federal Brasil Contra o Crime Organizado. Responsável por integrar e coordenar a Rede Nacional de Inteligência Penitenciária (Renipen), o Cnip atuará em regime contínuo para integrar, consolidar e difundir informações de inteligência penal, além de monitorar situações de crise e oferecer suporte técnico para a tomada de decisões pela Secretaria Nacional de Políticas Penais e pelos entes federativos.

A estratégia ministerial busca sufocar a comunicação entre integrantes de organizações criminosas. Segundo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, isso exige integração entre as forças federais e estaduais e uma ação coordenada para impedir a entrada ilegal de aparelhos de telefone celular nos presídios.

"O problema do [telefone] celular figura como uma das principais questões ligadas à percepção de segurança pública", comentou Silva ao participar, nesta quarta-feira, de uma entrevista coletiva sobre as estratégias nacionais de enfrentamento aos ilícitos envolvendo telefones celulares. "Os aparelhos fazem parte de uma cadeia que diz respeito ao furto, ao roubo e à receptação. Em alguns casos, temos um ciclo completo, no qual o dispositivo chega, inclusive, às mãos do crime organizado nos presídios", acrescentou.

Resultados da Operação Última Chamada

Durante a coletiva, o ministério apresentou resultados preliminares de ações ostensivas, como a Operação Última Chamada, realizada entre os dias 10 e 19 de agosto. Segundo a pasta, foram recuperados 6.052 aparelhos celulares e executadas 97 prisões em flagrante. A ação também fiscalizou 227 comércios e enviou mais de 33 mil alertas para pessoas em posse de aparelhos irregulares.

No sistema penitenciário, as operações da Secretaria Nacional de Políticas Penais entre maio e agosto, em parceria com estados e o Distrito Federal, resultaram na apreensão de 2.254 aparelhos celulares. Quase 9,9 mil celas de 295 unidades prisionais de todo o país foram revistadas.

Queda nos roubos de celular

Ainda segundo o ministério, os roubos e furtos de celulares passaram de 225.644 no primeiro trimestre de 2025 para 215.589 no mesmo período de 2026, uma redução de 4,5% nesse tipo de ocorrência.

Para o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, as ações no sistema prisional são fundamentais para interromper o furto, roubo, receptação e o comércio ilegal de celulares. "Essa cadeia de crimes termina, ocasionalmente, no sistema prisional. Isso atinge o dia a dia do cidadão, na aplicação de golpes e outras questões relacionadas a execuções de crimes letais intencionais. Por isso, é tão importante, além de compreender essa cadeia, romper o ciclo", concluiu.

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