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MJ assina acordo com Google para limitar anúncios de serviços financeiros

ResumoO Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJ) firmou acordo com o Google em junho de 2026 para restringir anúncios de serviços financeiros na plataforma. A medida visa coibir fraudes e proteger consumidores contra ofertas enganosas de crédito e investimento, estabelecendo critérios mais rigorosos para publicidade digital no setor financeiro.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJ) firmou acordo com o Google para limitar anúncios de serviços financeiros na plataforma. A medida, anunciada em junho de 2026, busca coibir fraudes e proteger consumidores de ofertas enganosas de crédito e investimento.

Marília Stefani
Marília Stefani Repórter de Segurança Pública · 17 de julho de 2026 · 3 min de leitura
MJ assina acordo com Google para limitar anúncios de serviços financeiros

MJ assina acordo com Google para limitar anúncios de serviços financeiros

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJ) firmou acordo com o Google para limitar anúncios de serviços financeiros na plataforma. A medida, anunciada em junho de 2026, busca coibir fraudes e proteger consumidores de ofertas enganosas de crédito e investimento. O acordo prevê que o Google adote mecanismos de verificação e transparência para anunciantes do setor financeiro.

Entenda o acordo entre MJ e Google

Segundo o Ministério da Justiça, o acordo estabelece regras mais rígidas para anúncios de serviços financeiros, como empréstimos, cartões de crédito e investimentos. O Google se compromete a verificar a identidade e a regularidade dos anunciantes, além de exigir que as ofertas estejam em conformidade com as normas do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A senha de verificação, segundo fontes do ministério, será aplicada a anúncios que mencionem taxas de juros, prazos de pagamento ou promessas de rendimento. O Google também deverá remover anúncios que induzam o consumidor a erro, como ofertas de crédito sem análise de risco ou investimentos com retorno garantido.

Por que a medida foi necessária?

O aumento de fraudes financeiras online motivou a ação. Dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) indicam que as tentativas de golpe digital cresceram 65% entre 2024 e 2025, com perdas estimadas em R$ 3,2 bilhões. Muitos desses golpes usam anúncios patrocinados em plataformas como o Google para atrair vítimas.

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao MJ, recebeu 12 mil reclamações sobre anúncios enganosos de serviços financeiros só no primeiro trimestre de 2026. O acordo com o Google, portanto, é uma resposta direta a esse cenário.

O que muda para os anunciantes?

A partir da assinatura, anunciantes do setor financeiro precisarão:

  • Comprovar registro no Banco Central ou na CVM, conforme o caso.
  • Apresentar contrato social e dados de contato verificáveis.
  • Declarar que as ofertas respeitam o Código de Defesa do Consumidor.
  • Incluir informações claras sobre taxas, prazos e riscos.

O Google, por sua vez, terá que auditar periodicamente os anúncios e suspender aqueles que descumprirem as regras. O descumprimento pode levar à exclusão do anunciante da plataforma.

Impacto para o consumidor

Para quem busca crédito ou investimento online, a medida traz mais segurança. Anúncios de "crédito fácil sem consulta" ou "investimento com lucro garantido", comuns em golpes, serão barrados ou exigirão comprovação. O consumidor poderá denunciar anúncios suspeitos à Senacon, que notificará o Google.

A expectativa do MJ é que, nos próximos meses, o número de reclamações caia 40%. O acordo também serve de modelo para outras plataformas, como Meta e TikTok, que já foram notificadas para adotar medidas semelhantes.

Próximos passos

O acordo tem validade inicial de dois anos, com possibilidade de renovação. O MJ e o Google farão reuniões trimestrais para avaliar os resultados. A Senacon também criará um canal específico para denúncias de anúncios financeiros fraudulentos.

Para o consumidor, a recomendação é desconfiar de ofertas que pareçam boas demais e sempre verificar se a instituição financeira está registrada no Banco Central. O acordo com o Google é um passo importante, mas a vigilância individual ainda é essencial.

Perguntas Frequentes

O acordo já está em vigor?

Sim, desde junho de 2026. As novas regras começaram a ser aplicadas imediatamente após a assinatura.

Quais anúncios serão afetados?

Anúncios de crédito, investimento, cartões de crédito e serviços financeiros em geral, principalmente aqueles que prometem condições facilitadas ou rendimentos altos.

Como denunciar um anúncio suspeito?

Pelo site da Senacon ou pelo telefone 151. O consumidor pode enviar o link do anúncio e descrever a suspeita.

O Google pode ser multado se descumprir o acordo?

Sim. O acordo prevê multas diárias de até R$ 1 milhão em caso de descumprimento das obrigações.

Outras plataformas também adotarão medidas semelhantes?

O MJ já notificou Meta e TikTok para firmarem acordos similares. As negociações estão em andamento.

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