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Ministro: EUA pediram restrição a investimentos em terras raras no Brasil

ResumoO Ministro de Minas e Energia do Brasil informou que os Estados Unidos solicitaram ao país a restrição de investimentos estrangeiros em terras raras. A medida busca proteger a soberania nacional sobre recursos estratégicos, considerados essenciais para tecnologia limpa e defesa.

O ministro de Minas e Energia revelou que os EUA solicitaram ao Brasil a restrição de investimentos estrangeiros em terras raras. A medida visa proteger a soberania nacional sobre recursos estratégicos, essenciais para tecnologia limpa e defesa.

Cláudia Resende
Cláudia Resende Repórter de Saúde e Educação · 16 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Ministro: EUA pediram restrição a investimentos em terras raras no Brasil

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que os Estados Unidos pediram ao Brasil que restrinja investimentos estrangeiros em terras raras no país. A declaração foi feita durante evento em Brasília, na terça-feira (3 de junho de 2026). A proposta, segundo ele, visa proteger a soberania nacional sobre esses recursos minerais estratégicos, essenciais para a produção de baterias de veículos elétricos e turbinas eólicas.

O governo brasileiro avalia o pedido americano, que não foi formalizado como acordo. A ideia é limitar a entrada de capital externo em projetos de exploração e beneficiamento de terras raras. O Ministério de Minas e Energia estuda mecanismos legais para implementar a restrição, com base na legislação de mineração e na Política Nacional de Mineração.

O que são terras raras e por que são estratégicas

Terras raras são um grupo de 17 elementos químicos, como lítio, cobalto e neodímio, usados em tecnologias limpas e de defesa. O Brasil possui a terceira maior reserva do mundo, atrás apenas da China e do Vietnã. Segundo o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), o país tem jazidas em Minas Gerais, Goiás e Bahia.

A China domina 60% da produção global e 90% do processamento. Para a transição energética, a demanda por esses minerais deve crescer 500% até 2030, segundo a Agência Internacional de Energia (IEA). O Brasil quer evitar repetir o ciclo de exportar matéria-prima barata e importar tecnologia cara.

O pedido dos EUA e a reação do governo brasileiro

O ministro Alexandre Silveira disse que os EUA sugeriram a restrição como forma de garantir que o Brasil não se torne dependente de investimentos estrangeiros em setor sensível. "Eles pediram que a gente restrinja investimentos de outros países em terras raras no Brasil", afirmou Silveira, em entrevista coletiva.

O governo brasileiro avalia a proposta com cautela. Por um lado, a restrição pode atrair investimentos americanos e europeus, que buscam diversificar a cadeia de suprimentos. Por outro, pode afastar investidores chineses, que já têm presença no setor mineral brasileiro.

O Ministério de Minas e Energia estuda criar uma empresa estatal para explorar terras raras, nos moldes da Petrobras. A ideia é garantir controle nacional sobre a produção, sem abrir mão de parcerias com empresas privadas.

Impactos para a economia e a transição energética

A restrição pode elevar o preço dos minerais no mercado internacional, mas também pode gerar empregos e renda no Brasil. O país poderia processar os minérios internamente, agregando valor à cadeia produtiva.

Para a transição energética, a medida pode acelerar a produção de baterias e turbinas eólicas no Brasil. O país já tem vantagens comparativas: energia limpa e barata, mão de obra qualificada e logística favorável.

No entanto, especialistas alertam que a restrição pode gerar atritos com a China, principal parceiro comercial do Brasil no setor de mineração. O governo brasileiro deve equilibrar interesses geopolíticos e econômicos.

O que esperar dos próximos passos

O governo deve apresentar um projeto de lei ao Congresso para regulamentar a exploração de terras raras. A proposta pode incluir a criação de uma agência reguladora específica e incentivos fiscais para empresas nacionais.

Paralelamente, o Brasil negocia com os EUA um acordo de cooperação tecnológica para processamento de terras raras. O objetivo é transferir tecnologia e know-how para o país.

A sociedade civil e o setor produtivo serão consultados. O Ministério de Minas e Energia promete transparência no processo, com audiências públicas e debates.

Perguntas Frequentes

Por que os EUA pediram restrição a investimentos em terras raras no Brasil?

Segundo o ministro Alexandre Silveira, os EUA querem garantir que o Brasil mantenha soberania sobre seus recursos estratégicos, evitando dependência de investimentos estrangeiros, especialmente da China.

Quais são as principais reservas de terras raras no Brasil?

O Brasil tem a terceira maior reserva do mundo, com jazidas em Minas Gerais, Goiás e Bahia, segundo o Serviço Geológico do Brasil (CPRM).

Como a restrição pode afetar a economia brasileira?

A medida pode gerar empregos e renda, ao incentivar o processamento interno dos minérios. Mas pode afastar investidores chineses, que são importantes no setor mineral.

O que o governo brasileiro planeja fazer?

O Ministério de Minas e Energia estuda criar uma empresa estatal para explorar terras raras e apresentar um projeto de lei ao Congresso para regulamentar o setor.

Quando a restrição deve entrar em vigor?

Ainda não há prazo. O governo avalia a proposta e deve consultar a sociedade antes de tomar uma decisão final.

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