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Ministério lançará edital de concessão da Rota do Pequi nesta sexta (28)

ResumoO Ministério dos Transportes lançará nesta sexta-feira (28) o edital de concessão da BR-060, a Rota do Pequi, que conecta Goiânia (GO) a Brasília (DF). O contrato prevê investimentos em duplicação, manutenção e operação da rodovia, com impacto direto na fluidez do tráfego e na segurança para motoristas. O cronograma inclui análise de propostas e assinatura do contrato após aprovação do Tribunal de Contas da União.

O Ministério dos Transportes lançará nesta sexta-feira (28) o edital de concessão da BR-060, a Rota do Pequi, que liga Goiânia (GO) a Brasília (DF). Entenda o cronograma e o impacto para o motorista.

Ronaldo Pimenta
Ronaldo Pimenta Repórter de Esporte Mineiro · 26 de agosto de 2026 · 4 min de leitura
Ministério lançará edital de concessão da Rota do Pequi nesta sexta (28)

O Ministério dos Transportes lança nesta sexta-feira (28) o edital de concessão da BR-060, conhecida como Rota do Pequi, que liga Goiânia (GO) a Brasília (DF). O anúncio foi adiantado pela secretária nacional do Transporte Rodoviário, Viviane Esse, em vídeo publicado nas redes sociais. O certame é o mais recente de um pacote de concessões rodoviárias federais previsto para 2026, com leilões concentrados entre novembro e dezembro.

O edital da Rota do Pequi integra o cronograma do ministério, que reduziu a lista de certames deste ano por causa do calendário apertado em meio às eleições gerais de outubro, como mostrou a CNN. Além da BR-060, o governo prevê lançar os editais da Rota Agro Central (BR-070/174/364), entre Mato Grosso e o sul de Rondônia, e da Rota 2 de Julho, que contempla trechos das BR-324 e BR-116 (antiga ViaBahia). Também estão previstos dois lotes rodoviários no Rio Grande do Sul, que foram adiados em junho após não receberem propostas.

O que é a Rota do Pequi e por que ela importa

A Rota do Pequi é o nome dado à BR-060, uma das principais ligações rodoviárias entre Goiânia (GO) e Brasília (DF). O trecho é estratégico para o escoamento de produção do Centro-Oeste e para o deslocamento diário de milhares de motoristas entre as duas capitais. A concessão deve transferir à iniciativa privada a responsabilidade por investimentos em melhorias, manutenção e operação da rodovia, com cobrança de pedágio como contrapartida.

Para o usuário comum, a principal mudança será a introdução ou ajuste de praças de pedágio ao longo do trecho. A tarifa básica, definida no edital, será o ponto de partida para os descontos oferecidos pelos concorrentes no leilão. No caso mais recente, o da Régis Bittencourt, que liga São Paulo (SP) a Curitiba (PR), a vencedora EPR ofereceu desconto de 22,53% sobre a tarifa básica de pedágio. Esse percentual serve de referência para o que se espera na disputa pela Rota do Pequi.

Cronograma e situação dos projetos

O cronograma do ministério prevê que a maioria dos leilões seja realizada entre novembro e dezembro. Alguns projetos ainda estão sob estudo ou análise do TCU (Tribunal de Contas da União), mas a expectativa do governo é que os certames saiam dentro do prazo. Inicialmente, o ministério previa 13 concessões rodoviárias para 2026, mas até o momento realizou apenas três. O ministro dos Transportes, Goerge Santoro, reconheceu que a meta era "ambiciosa".

"Se eu coloco uma meta muito pequena, as expectativas são pequenas. Nós colocamos metas ambiciosas", afirmou o ministro, em declaração registrada pela CNN. A fala reflete o esforço da pasta em acelerar os leilões mesmo com o calendário apertado.

Como isso afeta o motorista na prática

Quem usa a BR-060 diariamente deve ficar atento às mudanças que a concessão trará. A primeira delas é a possibilidade de novas praças de pedágio ou reajuste das existentes. A segunda é a promessa de melhorias na infraestrutura, como pavimentação, sinalização e atendimento ao usuário, que passam a ser obrigações da concessionária vencedora. A terceira é o prazo de implantação: após o leilão, a empresa assume a rodovia e inicia os investimentos de acordo com o contrato.

Para quem planeja viagens entre Goiânia e Brasília, a recomendação é acompanhar o edital, que trará os valores de tarifa, o cronograma de obras e as regras de atendimento. O edital também define o prazo de concessão, geralmente entre 25 e 30 anos, e as metas de qualidade que a empresa deve cumprir.

O que esperar dos próximos leilões

Além da Rota do Pequi, os editais da Rota Agro Central e da Rota 2 de Julho devem ser lançados nas próximas semanas. A Rota Agro Central, que corta Mato Grosso e o sul de Rondônia, é vital para o agronegócio, enquanto a Rota 2 de Julho, que inclui trechos das BR-324 e BR-116, atende uma das regiões mais movimentadas do Nordeste. Os dois lotes no Rio Grande do Sul, adiados em junho, também devem voltar ao calendário, mas sem data confirmada.

O governo espera que a maioria dos leilões ocorra até dezembro, o que concentra as decisões de investimento no segundo semestre. Para o motorista, o efeito prático é a chegada de pedágios e melhorias em várias rodovias federais ao mesmo tempo. A recomendação é planejar rotas e custos com antecedência, especialmente para quem depende dessas estradas para trabalho ou lazer.

Perguntas Frequentes

Quando será lançado o edital da Rota do Pequi?

O edital será lançado nesta sexta-feira (28), conforme anunciou a secretária nacional do Transporte Rodoviário, Viviane Esse.

O que é a Rota do Pequi?

É a BR-060, que liga Goiânia (GO) a Brasília (DF). O trecho será concedido à iniciativa privada para investimentos em melhorias e operação.

Quais outros editais o governo prevê lançar?

Além da Rota do Pequi, estão previstos os editais da Rota Agro Central (BR-070/174/364) e da Rota 2 de Julho (BR-324 e BR-116), além de dois lotes no Rio Grande do Sul.

Quando serão realizados os leilões?

A expectativa é que a maioria dos leilões ocorra entre novembro e dezembro, conforme o cronograma do ministério.

O que muda para o motorista com a concessão?

A principal mudança é a implantação de pedágio e a promessa de melhorias na rodovia, como pavimentação e atendimento ao usuário.

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