Milho sobe em Chicago após piora das lavouras nos EUA; veja cotações
As cotações futuras do milho subiram na Bolsa de Chicago nesta terça-feira (28), impulsionadas pela piora das condições das lavouras nos Estados Unidos e pelo avanço da demanda externa. O contrato com vencimento em dezembro fechou a US$ 4,80 por bushel, alta de 1,37%.
O milho voltou a ganhar força na Bolsa de Chicago nesta terça-feira (28). O contrato futuro com vencimento em dezembro encerrou o pregão cotado a US$ 4,80 por bushel, com alta de 1,37%. O movimento foi puxado pela piora das condições das lavouras nos Estados Unidos e pelo avanço da demanda externa.
Segundo a Agrinvest, o mercado reagiu à combinação de um cenário climático menos favorável e ao anúncio de uma nova venda de 197 mil toneladas de milho norte-americano para destinos não revelados. A informação foi divulgada pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).
Já a Granar destacou que o principal fator de sustentação dos preços foi a piora das condições das lavouras. O relatório semanal do USDA reduziu de 67% para 63% a parcela da safra classificada como boa ou excelente, abaixo da expectativa do mercado, que era de 65%. Trata-se da maior queda semanal desde junho de 2023, o que reforça as preocupações com o potencial produtivo da safra norte-americana.
Trigo e soja também sobem em Chicago
Na Bolsa de Chicago, o mercado futuro do trigo encerrou a sessão em leve alta. O contrato com vencimento em setembro fechou cotado a US$ 6,62 por bushel, com valorização de 0,38%.
Segundo a Granar, o pregão foi marcado por forte volatilidade, após três sessões consecutivas de vendas por parte dos fundos de investimento. Mesmo com o avanço da colheita de trigo de inverno no Hemisfério Norte, fatores geopolíticos continuam oferecendo sustentação às cotações.
O principal ponto de atenção segue sendo a região do Mar Negro. A intensificação dos conflitos entre Rússia e Ucrânia mantém as incertezas sobre o fluxo de exportações, com ataques à infraestrutura logística e até mesmo a embarcações comerciais. Esse cenário eleva os custos de frete e reforça as preocupações com o abastecimento global, limitando um movimento mais intenso de queda nos preços do cereal.
Os contratos futuros da soja também encerraram em alta. O vencimento para novembro fechou cotado a US$ 12,20 por bushel, com valorização de 0,51%.
Segundo a Agrinvest, o mercado encontrou sustentação na forte demanda pelas exportações norte-americanas e na piora das condições das lavouras dos Estados Unidos, apontada pelo relatório semanal do USDA. A revisão foi mais negativa do que o esperado, reforçando preocupações com o desenvolvimento da safra.
Apesar do avanço da soja, o complexo apresentou comportamento misto. O óleo de soja foi pressionado pela queda dos preços do petróleo, enquanto o farelo registrou ganhos mais modestos.
No mercado físico, a Agrinvest destacou que investidores também acompanham rumores de que a estatal chinesa Sinograin realizará, em 31 de julho, um leilão de 504 mil toneladas de soja importada, com lotes produzidos entre 2022 e 2025. A medida pode influenciar a oferta interna chinesa e o ritmo das compras no mercado internacional.
Perguntas Frequentes
Por que o milho subiu em Chicago?
O milho subiu devido à piora das condições das lavouras nos Estados Unidos e ao avanço da demanda externa, com destaque para uma venda de 197 mil toneladas para destinos não revelados.
Qual foi a cotação do milho?
O contrato futuro com vencimento em dezembro fechou cotado a US$ 4,80 por bushel, com alta de 1,37%.
O que o USDA disse sobre as lavouras?
O relatório semanal do USDA reduziu de 67% para 63% a parcela da safra classificada como boa ou excelente, abaixo da expectativa de 65%.
Como o trigo se comportou?
O trigo fechou em leve alta, com o contrato para setembro cotado a US$ 6,62 por bushel, alta de 0,38%, em meio a volatilidade e tensões no Mar Negro.
E a soja, também subiu?
Sim, a soja subiu 0,51%, com o contrato para novembro fechando a US$ 12,20 por bushel, sustentada pela demanda e pela piora das lavouras nos EUA.